2º Fórum de Mineração: Ligga mostra que o pós-mineração começa muito antes da última tonelada

Projetos comprovam que a Ligga não espera a fase final da operação para começar a falar de pós-mineração.

Vitor Benevides: Ligga tem como vocação o desenvolvimento humano

Parauapebas sediou, nesta terça-feira (25), o 2º Fórum de Mineração, reunindo especialistas, lideranças e profissionais para debater os desafios da mineração e os caminhos para um futuro sustentável dentro da maior província mineral do planeta.

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Entre as participações, um nome ganhou destaque: a mineradora Ligga, pela forma clara e prática como já trabalha o tema pós-mineração, muito antes desse ciclo chegar.

A Ligga é uma mineradora voltada à extração (e beneficiamento) de minério de ferro, com operação principal em Parauapebas/PA, via Projeto Ferro Sul. Ela opera hoje em escala reduzida — mas com ambições grandes: se tudo correr conforme o plano, poderá se tornar uma das maiores produtoras do país, com forte impacto econômico e social na região.

Recentemente empresa assinou um acordo de cooperação com a prefeitura de Parauapebas, no qual comprometeu doação de R$ 5 milhões para investimentos em infraestrutura pública, saúde, assistência social e meio ambiente beneficiando especialmente comunidades próximas ao Projeto Ferro Sul.

No 2º Fórum de Mineração quem representou a empresa foi o diretor de engenharia, Vitor Benevides, que reforçou a filosofia da mineradora: preparar pessoas, fortalecer comunidades e construir sustentabilidade humana e social desde o início da operação.

“A Ligga tem como vocação o desenvolvimento humano como forma de garantir uma sociedade sustentável. Contribuir com o entorno, ajudando as pessoas a se desenvolverem, é algo que nos faz felizes e faz parte do nosso propósito desde o início da implantação.” afirmou Vitor benevides.

A Ligga está presente na região desde 2022, e nas comunidades Palmares I e II já desenvolve vários projetos estruturantes, que somam mais de 500 participantes atendidos. Os programas têm eixos bem definidos e metas claras, conforme apresentado durante o evento:

Ligando as Letras

Eixo: Educação
Ações: Apoio pedagógico
Público atendido: Crianças do 6º ao 9º ano
Alcance: até 140 crianças

Este programa fortalece a base educacional das crianças e adolescentes da comunidade, promovendo reforço, leitura, escrita e apoio escolar.

Ligga Capacita

Eixo: Capacitação e geração de renda
Ações: Treinamentos e cursos profissionalizantes
Público atendido: Jovens e adultos em busca de qualificação
Alcance: até 106 participantes

Focado na formação profissional, prepara moradores para novas oportunidades de trabalho, ampliando a empregabilidade local.

RevElla

Eixo: Capacitação, geração de renda e empreendedorismo feminino
Ações: Treinamentos e cursos exclusivos para mulheres
Público atendido: Mulheres da comunidade
Alcance: até 250 mulheres participantes

O programa incentiva autonomia financeira, formação técnica, criatividade e protagonismo das mulheres.

Esses três projetos comprovam que a Ligga não espera a fase final da operação para começar a falar de pós-mineração. Ela constrói, desde já, uma base sólida para que a comunidade desenvolva independência econômica, social e educacional.

Os desafios do pós-mineração segundo a engenheira Brissa Parentoni

A engenheira de minas Brissa Parentoni, representante do CREA-PA e diretora de comunicação da Associação Paraense de Engenheiros de Minas (ASSOPEM), reforçou durante o painel que o pós-mineração precisa ser encarado com seriedade técnica e responsabilidade social.

“O grande desafio é o impacto socioeconômico: desemprego, falta de capacitação e ausência de estruturas adequadas deixadas por algumas empresas. É preciso pensar em reaproveitamento econômico, como turismo ecológico, agricultura familiar e outras atividades.” disse Brissa Parentoni.

Brissa alerta também para a dificuldade de avançar na verticalização da economia mineral:

“Verticalizar é essencial, mas depende de diálogo entre mineradoras, governança e Estado. Ainda há muito a avançar, mas com projetos bem estruturados isso pode se concretizar e beneficiar a sociedade.”

O 2º Fórum de Mineração reforçou um ponto central: a mineração do futuro passa, obrigatoriamente, por planejamento territorial, diversificação econômica e desenvolvimento das pessoas.

Ao apresentar projetos sociais estruturantes e uma atuação que antecipa o tema pós-mina, a Ligga demonstra um caminho possível para cidades mineradoras que buscam reduzir impactos socioeconômicos e fortalecer novas vocações produtivas no entorno da operação.

Mais do que os números e projeções, o que mais chamou a atenção no evento foi a mensagem deixada pelas falas cruzadas entre empresa e especialistas: sustentabilidade na mineração não começa no fim da mina, começa nas pessoas, no início da operação e na construção de oportunidades reais para o território que a mineração transforma.

Em Parauapebas, essa conversa já está em curso. E ganhou, no fórum, um exemplo importante a ser observado.
Redação: CKS online

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