Após a aquisição da canadense Teck Resources pela britânica Anglo American, criando uma empresa avaliada em mais de US$ 50 bilhões, Gustavo Pimenta, presidente da Vale, admitiu que a mineradora brasileira “ficou para trás na corrida do cobre”.
No entanto, ele afirmou que a prioridade da Vale agora é tentar recuperar terreno acelerando o desenvolvimento de seus próprios ativos de mineração, em vez de buscar negócios potenciais.
— Acho que nossa oportunidade está mais em desenvolver nosso potencial minerário do que fazer eventualmente uma transação — disse Pimenta nesta quarta-feira (10/09) durante uma conferência em São Paulo. — Temos um potencial de desenvolvimento de produtos maior que o da nossa concorrência.
A indústria global de mineração tem enfrentado uma onda de negócios, impulsionada em grande parte pelo desejo de expandir a produção de cobre — um metal essencial para a transição energética global.
Esta semana, a Anglo American concordou em adquirir a canadense Teck Resources em um dos maiores negócios de mineração em mais de uma década. Pimenta citou a combinação entre Teck-Anglo como destaque da perspectiva favorável de oferta e demanda que sustenta o cobre.
A Vale vai se concentrar na aceleração de projetos de cobre no Sistema Norte, segundo Pimenta. No início deste ano, a empresa anunciou que investiria R$ 70 bilhões (US$ 13 bilhões) em investimentos na Amazônia para minério de ferro e cobre até 2030.
A empresa brasileira produz cerca de 350.000 toneladas de cobre por ano e prevê dobrar essa quantidade até 2035. Acelerar projetos de cobre, incluindo Alemão e Bacaba, é uma das principais prioridades, disse Pimenta.
A mineradora com sede no Rio de Janeiro reduziu sua estimativa de investimentos no ano de 2025 para US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões, ante uma estimativa anterior de US$ 5,9 bilhões.
A redução se concentra nos negócios de cobre e níquel. Pimenta afirmou que os ajustes foram resultado de ganhos de eficiência e que a Vale não está desistindo de nenhum dos projetos.
Fonte: O Globo











