Arrecadação da CFEM atinge R$ 7,91 bilhões em 2025: Canaã dos Carajás e Parauapebas lideram o ranking nacional

Resultado é o segundo maior da história do Brasil; diversificação mineral reduz dependência do ferro e impulsiona receitas no Pará.

A mineração brasileira fechou 2025 com motivos para celebrar. Segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) somou R$ 7,91 bilhões no ano passado. O montante representa a segunda maior marca da história do país, ficando abaixo apenas do recorde de 2021 (R$ 10,3 bilhões).

Em relação a 2024, houve um crescimento de 6,3% no recolhimento dos “royalties” da mineração. Esse avanço foi sustentado por um aumento na base de arrecadadores e pelo fortalecimento institucional da ANM, que implementou novas plataformas digitais de monitoramento e fiscalização.

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Pará no topo: O protagonismo regional

O estado do Pará consolidou-se como o segundo maior arrecadador do país, com R$ 3,09 bilhões, ficando atrás apenas de Minas Gerais (R$ 3,57 bilhões). Contudo, no ranking por municípios, a hegemonia é paraense e concentrada no Sudeste do estado:

  • 1º Lugar: Canaã dos Carajás (PA) – R$ 1,248 bilhão.
  • 2º Lugar: Parauapebas (PA) – R$ 1,102 bilhão.
  • 4º Lugar: Marabá (PA) – R$ 358,1 milhões.

Somados, os três municípios vizinhos injetaram mais de R$ 2,7 bilhões em recursos provenientes da mineração em suas economias locais.

Menos ferro, mais ouro e cobre

Um dado relevante para a resiliência da economia local é a diversificação mineral. Embora o minério de ferro continue sendo o protagonista, sua participação na receita caiu de 75% para 69%. Em contrapartida, outras riquezas ganharam espaço:

  • Cobre: Subiu de 5,5% para 7,8% da arrecadação total.
  • Ouro: Avançou de 4,8% para 7,5% da fatia nacional.

Essa mudança é estratégica para cidades como Parauapebas e Curionópolis, que possuem grandes reservas desses minerais e conseguem equilibrar as contas mesmo em momentos de oscilação no preço do ferro.

Onde o dinheiro deve ser aplicado?

Dos R$ 7,91 bilhões arrecadados, cerca de R$ 7,09 bilhões foram repassados diretamente a estados e municípios. De acordo com a legislação federal, esses recursos possuem regras rígidas de aplicação:

  • Proibição: Não podem ser usados para pagar dívidas ou salários de servidores permanentes.
  • Prioridades: Devem ser destinados a projetos de educação, saúde, infraestrutura e diversificação econômica.
  • Transparência: Os entes beneficiários devem realizar prestação de contas anual sobre o uso do recurso.

O fato de Parauapebas e Canaã dos Carajás ocuparem o topo do ranking nacional de arrecadação coloca uma responsabilidade imensa sobre os novos gestores em 2026. Com a CFEM em patamares históricos, o desafio deixa de ser a falta de recurso e passa a ser a eficiência na gestão para que esse dinheiro se transforme em qualidade de vida fora das áreas de mina.

Redação CKS Online

Uma resposta

  1. Agora resta saber pra onde está indo esse dinheiro, porque as cidades são horrível, não tem a estrutura que a população merece.

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