O prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano manifestou-se publicamente nas redes sociais sobre o caso a morte de Jessica Andrade Mendes Castro, de 32 anos, ocorrida no Hospital Geral de Parauapebas (HGP). Segundo informações clínicas, a paciente apresentou um quadro de atonia uterina grave e choque durante o parto, uma complicação obstétrica de rápida evolução. Apesar das intervenções médicas, Jessica não resistiu, enquanto o recém-nascido sobreviveu e segue sob cuidados profissionais.
O prefeito prestou solidariedade aos familiares e apontou dificuldades na gestão da unidade, que é administrada pela organização Asselc. “Desde fevereiro eu tento tirar [a empresa], mas infelizmente por causa de ações judiciais, inclusive por causa de dívidas da gestão passada com a empresa, a gente não consegue tirar”, afirmou o gestor, ressaltando que o impasse jurídico trava a mudança administrativa.
De acordo com o prefeito, a permanência da atual administradora está atrelada a débitos herdados de períodos anteriores. “Estamos herdando uma dívida que, segundo a empresa, passa de 100 milhões e por isso não conseguimos tirar do nosso município”, explicou Goiano. O gestor garantiu que haverá rigor na apuração do ocorrido: “Vou pra cima disso, vamos apurar e dar nome aos bois de quem é o culpado”.
O procurador do município, Hylder Andrade, reforçou a complexidade da situação contratual que impede o distrato imediato com a Asselc. “Existe uma dívida que foi acumulada e esse valor está sendo discutido em juízo, o que dificulta o distrato”, pontuou o procurador. O governo municipal busca alternativas jurídicas para resolver a pendência financeira e retomar o controle pleno da gestão hospitalar.
No âmbito administrativo e fiscalizatório, o secretário Luis Veloso informou que os procedimentos para esclarecer o óbito já foram iniciados. “Nós instauramos a investigação e precisa entregar pra nós os prontuários para seguir nessa investigação. Estamos aguardando e pedimos celeridade pra que a gente dê a resposta necessária pra população”, declarou Veloso, enfatizando ainda que, no que tange aos pagamentos atuais, “nessa gestão estamos em dia”.
Como solução definitiva para a crise na saúde local, o prefeito Aurélio Goiano defende a transferência da gestão para a esfera estadual. “Se Deus quiser, vamos conseguir regionalizar esse hospital, pra que nossa população pare de sofrer, pois o governo do Estado tem muito mais força na média e alta complexidade”, concluiu. O caso segue sob análise técnica e jurídica para determinar se houve falhas no atendimento prestado à paciente.








