A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, em rito acelerado e sem restrições, a venda do controle majoritário da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). Segundo informações do site Brasil Mineral, a operação transfere 68,6% das ações da empresa para uma joint venture internacional. O consórcio comprador é liderado pela chinesa Chalco (67%), subsidiária da Chinalco, em parceria com a anglo-australiana Rio Tinto (33%).
O negócio foi fechado pelo valor de R$ 10,50 por ação, totalizando um investimento inicial de R$ 4,7 bilhões. Com a chancela do órgão antitruste, os novos controladores devem agora realizar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para os acionistas minoritários em até 15 dias. Conforme detalha o Brasil Mineral, estima-se que essa etapa custe mais R$ 2,1 bilhões, culminando no fechamento do capital da CBA e sua saída da bolsa de valores B3.
Apesar do avanço no Brasil, o desfecho da transação ainda depende de validações externas. O site Brasil Mineral destaca que autoridades antitruste da China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai precisam autorizar a compra. Além disso, órgãos reguladores brasileiros como a Aneel e a CCEE devem dar seu aval, uma vez que a CBA detém uma infraestrutura robusta de geração de energia, essencial para suas operações industriais.
A aquisição garante à Chinalco e à Rio Tinto o controle da maior produtora de alumínio da América Latina e um vasto portfólio de ativos. A estrutura inclui minas de bauxita em Minas Gerais e Goiás, fábricas em São Paulo e Pernambuco, além de 21 usinas hidrelétricas. Um dos grandes destaques apontados pelo Brasil Mineral é o Projeto Rondon, no Pará, uma jazida de bauxita de classe mundial com reservas que ultrapassam 1 bilhão de toneladas.
Historicamente, a venda marca a despedida da família Ermírio de Moraes de um setor que ajudou a fundar em 1955. A CBA foi um dos grandes projetos do empresário Antônio Ermírio de Moraes, que consolidou a empresa em um cenário de grandes desafios técnicos e econômicos. No entanto, a transação reflete uma mudança de rumo na holding Votorantim, que busca reduzir sua exposição a negócios de commodities intensivos em capital.
De acordo com o site Brasil Mineral, este movimento segue a estratégia da Votorantim de alienar ativos em ciclos de baixa, como já ocorreu nos setores de siderurgia, papel e celulose, e suco de laranja. Atualmente, o braço mineral do grupo concentra-se na Nexa Resources, focada em zinco e com sede em Luxemburgo. A operação com a CBA encerra, assim, um capítulo de sete décadas da presença direta do grupo no mercado de alumínio primário.Cade aprova venda do controle da CBA para joint venture entre Chinalco e Rio Tinto.











