Canaã dos Carajás (PA) e Parauapebas (PA) foram os municípios que mais receberam recursos da mineração no mês de setembro, concentrando uma fatia significativa dos royalties pagos pela Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Essa concentração elevou o Pará ao posto de segundo estado mais beneficiado do país, ficando atrás apenas de Minas Gerais.
Distribuição da CFEM em setembro
A Agência Nacional de Mineração (ANM) distribuiu em setembro mais de R$ 512 milhões em royalties da mineração para estados e municípios. Desse montante, R$ 410,2 milhões foram destinados às cidades, enquanto R$ 102,5 milhões ficaram com os estados e o Distrito Federal.
O Pará se destacou no repasse estadual, recebendo quase R$ 37 milhões, representando 38,1% do total, e ficando atrás apenas de Minas Gerais, que obteve a maior fatia, superior a R$ 45 milhões (46,9%).
Liderança paraense no repasse municipal
O dinheiro da CFEM se concentra em municípios mineradores do Pará e de Minas Gerais. As dez primeiras cidades do ranking sozinhas recebem mais da metade do valor total destinado aos municípios.
As duas primeiras posições são ocupadas por cidades paraenses:
Canaã dos Carajás (PA): Recebeu R$ 59,2 milhões, o que representa quase 30% de tudo que foi distribuído aos municípios.
Parauapebas (PA): Recebeu R$ 54,6 milhões.
Juntas, as duas cidades paraenses lideram o ranking, seguidas pelas mineiras Congonhas, com R$ 19,5 milhões, e Conceição do Mato Dentro, com R$ 19 milhões.
Outros municípios em destaque
Embora Minas Gerais conte com oito cidades entre as dez mais beneficiadas, a liderança do Pará mostra o peso da produção mineral da região.
Outros municípios que receberam grandes valores em royalties em setembro incluem:
Marabá (PA): R$ 16 milhões
Mariana (MG): R$ 15,9 milhões
Nova Lima (MG): R$ 15,3 milhões
Itabirito (MG): R$ 14,2 milhões
Itabira (MG): R$ 12,6 milhões
São Gonçalo do Rio Abaixo (MG): R$ 11,4 milhões
Repasse por Estado em setembro
A tabela completa da distribuição por estado demonstra a concentração dos recursos em Minas Gerais e Pará:
Minas Gerais (MG) R$ 45,49 milhões 46,9%
Pará (PA) R$ 36,96 milhões 38,1%
Goiás (GO) R$ 3,13 milhões 3,2%
Bahia (BA) R$ 2,07 milhões 2,1%
Mato Grosso (MT) R$ 1,96 milhão 2,0%
São Paulo (SP) R$ 1,58 milhão 1,6%
Mato Grosso do Sul (MS) R$ 947,6 mil 1,0%
Santa Catarina (SC) R$ 626,1 mil 0,6%
Tocantins (TO) R$ 482,4 mil 0,5%
Paraná (PR) R$ 470,7 mil 0,5%
Rio Grande do Sul (RS) R$ 460,2 mil 0,5%
Rondônia (RO) R$ 375,5 mil 0,4%
Maranhão (MA) R$ 341,3 mil 0,4%
Ceará (CE) R$ 304,7 mil 0,3%
Sergipe (SE) R$ 281,2 mil 0,3%
Amazonas (AM) R$ 274,7 mil 0,3%
Espírito Santo (ES) R$ 254,8 mil 0,3%
Rio Grande do Norte (RN) R$ 234,0 mil 0,2%
Rio de Janeiro (RJ) R$ 215,5 mil 0,2%
Pernambuco (PE) R$ 131,3 mil 0,1%
Paraíba (PB) R$ 116,2 mil 0,1%
Piauí (PI) R$ 74,5 mil 0,1%
Alagoas (AL) R$ 67,9 mil 0,1%
Amapá (AP) R$ 53,6 mil 0,1%
Distrito Federal (DF) R$ 46,3 mil 0,05%
Roraima (RR) R$ 9,0 mil 0,01%
Acre (AC) R$ 1,0 mil 0,001%











