Centaurus firma parceria estratégica com Glencore para o Projeto Jaguar em São Félix do Xingu

A vigência inicial do acordo é de cinco anos, contados a partir do início da operação comercial no Pará

A Centaurus Metals anunciou a assinatura de seu primeiro contrato vinculativo para o fornecimento de níquel com a Glencore, uma das maiores potências globais em recursos naturais. O acordo tem como foco exclusivo a produção do Projeto de Níquel Jaguar, empreendimento de propriedade integral da mineradora e situado no município de São Félix do Xingu, no Pará. Conforme detalhado pelo site Brasil Mineral, a parceria representa um avanço comercial estratégico para a consolidação da unidade minerária na região norte do país.

O contrato estabelece o envio de 20 mil toneladas métricas secas de concentrado de níquel de alta qualidade por ano para a Glencore. Segundo informações do Brasil Mineral, esse volume corresponde a aproximadamente um terço da capacidade total de produção prevista para o projeto em São Félix do Xingu, que é de 65 mil toneladas anuais. O material terá como destino as operações de fundição da Glencore em Sudbury, no Canadá, integrando a cadeia global de suprimentos da gigante suíça.

Continua depois da publicidade

A vigência inicial do acordo é de cinco anos, contados a partir do início da operação comercial no Pará. De acordo com o portal Brasil Mineral, a estrutura de preços será atrelada às cotações do níquel na Bolsa de Metais de Londres (LME), utilizando o mecanismo de liquidação à vista (Cash Settlement). O modelo de negócio inclui ainda um pagamento variável que se ajusta conforme as oscilações do mercado, garantindo flexibilidade financeira para a Centaurus durante a execução do projeto.

Além do minério principal, o acerto comercial abrange a valorização de elementos secundários extraídos em São Félix do Xingu. O site Brasil Mineral destaca que foram estabelecidos pagamentos para os subprodutos de cobre e cobalto contidos no concentrado de níquel, otimizando o retorno financeiro do ativo. Estima-se que, com base nos preços atuais da commodity, o valor total do contrato ultrapasse a marca de US$ 450 milhões ao longo do período de cinco anos de fornecimento.

Para manter a validade do contrato, a Centaurus deve cumprir metas rigorosas de implementação em São Félix do Xingu até 2029. Conforme reportado pelo Brasil Mineral, os marcos incluem a Decisão Final de Investimento (FID) até setembro de 2026 e a conclusão de metade das obras da barragem de rejeitos até o fim de 2027. O cronograma estipula ainda que a primeira produção de concentrado deve ser alcançada, impreterivelmente, até o dia 15 de janeiro de 2029.

A Glencore detém o direito de rescindir o compromisso caso qualquer um desses marcos temporais não seja atingido pela mineradora. Segundo o Brasil Mineral, essa estrutura de metas serve para garantir a previsibilidade do suprimento e a segurança operacional do investimento em solo paraense. A parceria é vista como um selo de qualidade, dado que a Glencore é uma das participantes mais experientes e tradicionais do setor de níquel em escala mundial.

O Diretor-Geral da Centaurus, Darren Gordon, afirmou que a conquista reduz significativamente os riscos dos processos de financiamento de dívida e capital que estão em andamento. De acordo com o Brasil Mineral, o executivo ressaltou o compromisso de construir uma operação de baixo custo e baixa emissão de carbono em São Félix do Xingu. A expectativa é que o Projeto Jaguar se torne um referencial de sustentabilidade e eficiência técnica na mineração brasileira de metais básicos.

Deixe o seu comentário

Posts relacionados