A audiência pública “Políticas Públicas voltadas à Cultura em Parauapebas”, realizada na noite desta quinta-feira (23) no plenário da Câmara Municipal, transformou-se em um importante espaço de escuta para artistas, produtores e gestores culturais. No entanto, o encontro, convocado para debater os desafios e o futuro do setor, foi notadamente marcado pela ausência das principais figuras do Executivo municipal: o Prefeito Aurélio Goiano (Avante) e o Secretário Municipal de Cultura, Jhônatas Santos.
A falta dos líderes do Executivo gerou frustração em um setor que busca diálogo e soluções concretas para demandas históricas, como a construção do Teatro Municipal e a valorização dos artistas locais.
Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Câmara, vereador Anderson Moratorio (PRD), e contaram com a presença dos vereadores Michel Carteiro (PV), Alex Ohana (PDT), Sadisvan Pereira (PRD) e Tito do MST (PT).

Vozes da Cultura reivindicam estrutura e transparência
Representantes culturais apresentaram uma série de reivindicações que evidenciam a necessidade de um suporte mais efetivo e transparente por parte da administração municipal.
Entre as principais demandas, destacaram-se:
- A urgência na construção do Teatro Municipal, uma pauta que se arrasta por mais de uma década.
- A necessidade de transparência na aplicação dos recursos da Secretaria de Cultura.
- O pedido de funcionamento efetivo do Sistema Municipal de Cultura, debatido há dez anos sem avanços.
- Incentivo à cultura em zonas rurais e criação de espaços permanentes para aulas e apresentações.
- Criação de políticas de apoio que priorizem os artistas locais, que se sentem preteridos em relação a artistas contratados de fora do município.
A essência do debate foi resumida por um dos participantes: “A cultura precisa ser construída com quem faz cultura”.



Vereadores ressaltam demandas
Os vereadores presentes reforçaram o compromisso do Legislativo em transformar as reivindicações em ações.
Alex Ohana destacou a importância econômica do setor: “Todos os segmentos culturais são uma oportunidade de criação de matriz econômica. Temos representações fortes, como as juninas, e temos o dever de fortalecer cada uma delas.”
Michel Carteiro enfatizou que a audiência simboliza reconhecimento e valorização: “Audiência dá voz, dá vez e dá oportunidade. Ser visto é valorizar. A política tem força e transforma vidas.”
Tito do MST cobrou a disponibilização de espaços: “Temos muita terra pública, mas os fazedores de cultura não têm um galpão para guardar seus equipamentos. É preciso ouvir o povo e garantir condições para a cultura acontecer.”
Sadisvan Pereira ressaltou o papel transformador da cultura: “Onde o Executivo não alcança, a cultura consegue alcançar. São os fazedores de cultura que fazem a diferença e precisam ser fomentados.”
O presidente da Casa, Anderson Moratorio, ao encerrar os debates, reforçou o papel fiscalizador do Legislativo: “As políticas públicas se constroem com a participação popular. Enquanto legisladores, é nossa obrigação transformar as sugestões dos fazedores de cultura em ações concretas.”
Ao final, a Câmara assumiu o compromisso de elaborar um relatório oficial com todas as contribuições apresentadas, garantindo o acompanhamento das ações culturais e fortalecendo o diálogo entre o Legislativo e o setor.
Redação CKS Online / Fotos: AscomLeg 2025








