A Vale deu um passo decisivo na corrida global pelo cobre, elevando sua ambição de produção para 1 milhão de toneladas anuais. Segundo informações publicadas pelo Portal LIDE, essa nova meta supera a projeção anterior de 700 mil toneladas prevista para 2035 e coloca o Brasil no centro da estratégia de crescimento da companhia.
Para atingir esse patamar, a Vale aposta no desenvolvimento de ativos já existentes em seu portfólio. O estado do Pará exerce um papel fundamental nesse planejamento, abrigando duas das minas de cobre mais estratégicas da empresa, a Mina do Salobo, localizada em Marabá, é um dos pilares da produção atual e a Mina do Sossego, situada em Canaã dos Carajás, que reforça a relevância do sudeste paraense para a mineração global.
Diferente de concorrentes como Anglo American e Rio Tinto, que buscam expansão via aquisições, a Vale Base Metals foca em destravar o potencial de seus próprios depósitos. Conforme reportado pelo Portal LIDE, o CEO da Vale Base Metals, Shaun Usmar, destacou durante um encontro do setor em Riad que esses ativos são discutidos há décadas e agora estão sendo priorizados.
“Estamos cada vez mais confiantes de que temos um pipeline orgânico para ir bem além disso”, afirmou Usmar, reforçando a meta de 1 milhão de toneladas.
Atualmente, apenas quatro gigantes globais — Freeport-McMoRan, BHP Group, Codelco e Zijin Mining Group — superam a marca de 1 milhão de toneladas produzidas ao ano. O movimento da Vale é impulsionado pela alta nos preços e pela crescente demanda gerada pela eletrificação e transição energética.











