O Comandante do 23º Grupamento de Bombeiros Militar (23º GBM) de Parauapebas, Tenente-Coronel Catuaba, forneceu detalhes sobre a complexa operação de resgate do trabalhador Ademar Barbosa Filho, que morreu afogado após a máquina em que estava virar em na barragem de rejeitos da Vale, conhecida como “Gelado”.
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Segundo o Comandante Catuaba, em entrevista publicada pelo Pebinha de Açúcar, o incidente, caracterizado como afogamento, ocorreu por volta das 18h. A vítima, que estava na cabine de uma máquina pesada, ficou submersa após o equipamento virar totalmente na água.
“Fato é, ele estava na cabine, né, e infelizmente veio a ocorrência e lamentavelmente, o óbito,” afirmou o Comandante.
O Corpo de Bombeiros foi acionado logo após a ocorrência. A equipe estava em um atendimento anterior (ocorrência com elevador) e precisou retornar ao quartel para buscar os equipamentos específicos de mergulho e resgate aquático antes de se deslocar para a área.
O resgate foi marcado pela dificuldade de acesso ao local, que é considerado “muito longe”. O Tenente-Coronel Catuaba explicou que a operação exigiu uma logística complexa:
A equipe teve que percorrer uma distância considerável por terra e, em seguida, entrar em uma embarcação. O fato de a operação ter ocorrido à noite aumentou o tempo e a complexidade do trabalho. Uma operação dessa natureza, segundo o comandante, é considerada mais técnica e exige atenção especial à segurança dos militares envolvidos.
A equipe de resgate chegou ao local por volta das 19h ou um pouco mais tarde e, após o trabalho de localização e remoção, o corpo da vítima foi retirado da água por volta das 22h.
O Comandante não pôde confirmar a atividade exata que a vítima realizava na máquina ou o motivo preciso pelo qual ela não conseguiu escapar do equipamento submerso, mas todos os indícios apontam que ela ficou presa.











