O prefeito de Marabá, Toni Cunha, usou suas redes sociais para levantar um debate sobre a realização do tradicional veraneio de julho e a contratação de shows nacionais. Em meio a críticas sobre a situação da saúde pública no município, ele argumentou que os problemas do setor não se resolvem de forma imediata e que a organização antecipada do evento é necessária devido aos trâmites burocráticos.
Reprodução @delegadotonicunha
“Precisamos, tendo em vista a demora comum dos procedimentos de compra e aquisições, começar a organizar o veraneio de julho. Alguns, misturando questões que não se relacionam e demandam tempo por serem muito mais complexas, dizem que não devemos ter shows, veraneio e investimentos em turismo por conta da saúde pública, muito ruim há muitos anos”, declarou Toni Cunha em sua publicação.
O gestor destacou que a crise na saúde envolve múltiplos fatores, como a falta de profissionais, a necessidade de construção de novas unidades e a demora nos processos administrativos. Diante desse cenário, ele questionou a população: “Devemos começar a organizar e ter shows nacionais no veraneio de julho?”.
A declaração gerou reações diversas entre os moradores. Para alguns, os investimentos em turismo e lazer são importantes para movimentar a economia local, especialmente com a geração de empregos temporários e o fortalecimento do comércio. Por outro lado, críticos argumentam que a prioridade deveria ser a melhoria dos serviços de saúde, considerando as demandas reprimidas e as dificuldades de acesso a atendimentos básicos e especializados.
Impacto econômico e social
O veraneio de julho em Marabá é um dos principais eventos do calendário municipal, atraindo turistas de diversas regiões e movimentando setores como hotelaria, alimentação e transporte. Em edições anteriores, shows nacionais e programações culturais foram responsáveis por ampliar a visibilidade da cidade e injetar recursos na economia local.
Especialistas em gestão pública apontam que, embora o turismo tenha potencial para alavancar a arrecadação municipal, o planejamento precisa equilibrar as demandas urgentes da população. “É possível conciliar investimentos em lazer e saúde, desde que haja transparência e prioridade no uso dos recursos”, afirma Wesley Oliveira, economista ouvido pela reportagem do CKS Online.
Debate aberto
A publicação do prefeito Toni Cunha abre espaço para um debate mais amplo sobre a alocação de recursos públicos e as prioridades de gestão em Marabá. A população, por sua vez, aguarda esclarecimentos sobre como o município pretende conciliar o investimento em eventos culturais com as demandas históricas da saúde pública.
A Prefeitura ainda não divulgou detalhes sobre o planejamento do veraneio de julho, mas a discussão promete seguir nos próximos meses, com forte repercussão entre os moradores e lideranças políticas locais.
Redação CKS Online