Em meio ao debate global da COP na Amazônia, Graciele Brito propõe criação do Comitê de Desenvolvimento Sustentável de Parauapebas

O objetivo central da iniciativa é estabelecer uma estrutura permanente para planejar, coordenar e acompanhar políticas públicas que visem a sustentabilidade ambiental, econômica e social do município.

Vereadora Graciele Brito (União).

Em um movimento que sinaliza o alinhamento de Parauapebas com as discussões globais sobre sustentabilidade, a Câmara Municipal aprovou, na sessão ordinária da última terça-feira (4), a Indicação nº 735/2025, de autoria da vereadora Graciele Brito (União), que propõe ao Poder Executivo a criação do Comitê Municipal de Desenvolvimento Sustentável de Parauapebas.

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O objetivo central da iniciativa é estabelecer uma estrutura permanente para planejar, coordenar e acompanhar políticas públicas que visem a sustentabilidade ambiental, econômica e social do município. O Comitê seria composto por representantes do Poder Público, da sociedade civil organizada, do setor produtivo, de universidades e de movimentos ambientais.

Em sua justificativa, a vereadora Graciele Brito destacou a posição estratégica de Parauapebas na Amazônia e a necessidade de um planejamento integrado.

“O município de Parauapebas, inserido em uma das regiões mais ricas em biodiversidade do país, vive o desafio de equilibrar o crescimento urbano e econômico com a preservação ambiental e o bem-estar social,” afirmou. “Nesse contexto, torna-se imprescindível criar um espaço permanente de diálogo e planejamento integrado entre os diversos setores da sociedade, a fim de alinhar ações que promovam um desenvolvimento sustentável, inclusivo e participativo”, defendeu.

Protagonismo amazônico em destaque

A relevância da proposta é ampliada pelo contexto regional. Graciele Brito ressaltou a importância da realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, a COP 30, no estado do Pará, um evento que coloca a Amazônia no centro das discussões sobre mudanças climáticas.

A vereadora defende que Parauapebas deve “se antecipar e fortalecer suas políticas locais, alinhando-se aos debates globais e consolidando-se como exemplo de cidade sustentável na Amazônia.”

Atribuições e alinhamento com a agenda global

O Comitê proposto teria uma série de atribuições cruciais para a governança sustentável do município, incluindo:

  • Propor metas e estratégias alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU;
  • Acompanhar e avaliar políticas públicas ambientais, sociais e econômicas;
  • Estimular programas municipais voltados à educação ambiental, saneamento básico, gestão de resíduos sólidos e energias renováveis;
  • Promover parcerias com instituições de ensino e pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis;
  • Incentivar práticas empresariais responsáveis e ações comunitárias que reduzam os impactos ambientais.

A vereadora Graciele Brito conclui que o Comitê é um “instrumento essencial para o planejamento e execução de políticas de longo prazo que garantam um futuro equilibrado e sustentável para o nosso município.”

Com a aprovação pela Câmara Municipal, a Indicação nº 735/2025 é encaminhada para o Poder Executivo Municipal, que avaliará a implementação e instituição formal do Comitê.

Redação CKS Online

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