O nome de Humberto Costa se confunde com a própria história da província mineral de Carajás. Chegado ainda na década de 1980 para trabalhar na então Companhia Vale do Rio Doce — hoje Mineradora Vale — ele fez parte da primeira geração de trabalhadores que ajudou a transformar a região na potência econômica que é hoje. Visionário, deixou a carreira corporativa para empreender, tornou-se um dos empresários mais respeitados da cidade a frente do Grupo GEOTERRA e foi presidência da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Parauapebas (ACIP), contribuindo diretamente para o fortalecimento do ambiente empresarial do município.
Mas foi no trabalho social que Humberto encontrou uma missão mais profunda. E essa missão ganhou novos capítulos este mês, após sua reeleição para a presidência da APAE de Parauapebas para o triênio 2026–2028.
“A APAE estava sob interdição. Era preciso coragem para enfrentar aquilo.”
Em entrevista exclusiva ao CKS Online, Humberto é direto: quando assumiu a APAE, a instituição estava sob interdição, com suas atividades praticamente paralisadas. O cenário era de incertezas, processos travados e grande fragilidade financeira.
“Os últimos três anos testaram os limites da nossa resiliência”, afirma o presidente, relembrando a fase crítica vivida pela instituição .

Diretoria Executiva: Presidente – Humberto de Araujo Costa; Vice-Presidente – Kely Freitas Carrara; Diretora Secretária – Leonice de Oliveira; Diretora Secretária – Francy Linhares; Diretora Social – Ana Silva; Diretora Financeira – Reslayne Gomes; Diretor Financeiro – Bruno Farias; Diretor de Patrimônio – Jairo Lima
Segundo ele, foi necessário reconstruir praticamente tudo:
– restabelecer a credibilidade;
– reorganizar processos internos;
– buscar recursos para evitar o fechamento definitivo;
– devolver dignidade às famílias que haviam ficado sem atendimento;
– reconquistar a confiança dos órgãos públicos e dos parceiros privados.
“Tivemos que tomar decisões difíceis para garantir que as portas permanecessem abertas, mesmo quando o mundo parecia fechar as suas” .
A força dos colaboradores: “Eles foram heróis invisíveis”
Humberto faz questão de valorizar a equipe que o acompanhou no processo de reconstrução. Na entrevista, ele descreve os colaboradores da APAE como a alma da instituição.
“Superamos tudo isso com transparência e um esforço hercúleo dos nossos colaboradores, que se adaptaram a uma realidade que mudava diariamente” .




Para ele, a nova APAE só existe porque técnicos, educadores, terapeutas, assistentes, cuidadores e equipe administrativa se dedicaram além do que o trabalho exigia. “Foram heróis invisíveis, que abraçaram uma causa e não deixaram morrer um projeto que é de toda a cidade”, destacou.
Parcerias que salvaram vidas
O presidente também reconhece a importância do apoio recebido do poder público, de empresas privadas e de voluntários que, mesmo em meio a um cenário adverso, não abandonaram a causa.
Ele destaca:
– o papel das empresas que contribuíram financeiramente ou com serviços;
– as campanhas de doações feitas pela população;
– os voluntários que mantiveram o trabalho vivo mesmo quando tudo parecia perdido.
Foram essas alianças que permitiram a expansão de programas de reabilitação, o fortalecimento da inclusão social e o retorno dos atendimentos às famílias.
Reeleição não é vitória pessoal — é missão coletiva
Ao ser reeleito, Humberto recebeu o reconhecimento direto da instituição, que manifestou o desejo de mantê-lo na presidência para consolidar a recuperação iniciada. Ele afirma que a reeleição não é sobre ele, mas sobre um projeto.
“Vejo que minha reeleição não é um endosso a mim individualmente, mas sim à direção que a nossa equipe e comunidade decidiram tomar coletivamente” .
O sentimento é de gratidão, mas também de responsabilidade ampliada.
O futuro: inclusão de verdade, não apenas no discurso
Para os próximos três anos, Humberto projeta uma APAE ainda mais estruturada. Entre as prioridades, estão:
• Investir em tecnologias assistivas;
• Ampliar atendimentos e especializações;
• Criar novos programas de capacitação e empregabilidade;
• Avançar na autonomia das pessoas com deficiência;
• Consolidar políticas públicas duradouras e independentes de ciclos eleitorais.
“Nossa missão sempre foi clara: promover autonomia, inclusão e qualidade de vida. Agora, vamos mais longe”, reforça.
Chamado à sociedade: a causa não é da APAE — é de todos nós
Ao final da entrevista, Humberto deixa um recado que ecoa o espírito da instituição e o compromisso que guiou sua trajetória desde os anos 80:
“Agradeço a confiança depositada em mim e em nossa equipe. Os desafios persistem, mas nossa união é a nossa maior força. Juntos, faremos deste novo ciclo um período de ainda mais conquistas e dignidade para todas as pessoas com deficiência e suas famílias” .
A mensagem é clara: a luta não é individual, é social. E a APAE — agora novamente de pé — precisa continuar sendo uma causa abraçada por toda Parauapebas.
Redação CKS Online








