Uma reportagem do jornal Gazeta de São Paulo, publicada no ultimo dia 21, chamou a atenção para o núcleo urbano de Carajás, em Parauapebas, apelidado de “Irlanda brasileira” em razão da sua excepcional segurança e organização em plena floresta amazônica. A fonte cita que a ausência de criminalidade e a infraestrutura impecável criaram um cenário onde “ruas sem muros, carros estacionados do lado de fora das casas, crianças andando de bicicleta e gente usando celular à vontade criaram o apelido de ‘Irlanda brasileira'”.
O contraste com o entorno é notável. A paisagem “reforça o rótulo”, pois a região é cercada por floresta preservada, com “quatis e cutias atravessando a rua como se fossem moradores oficiais”. O “contraste entre natureza bruta e urbanização extremamente organizada impressiona quem chega pela primeira vez”, aponta a reportagem.
A estrutura bem cuidada “ocorre por um motivo simples: Carajás foi criado originalmente para abrigar funcionários da Vale”. A gestão da área, mantida em grande parte pela própria empresa, garante que o distrito tenha uma “estrutura completa de cidade média, mas com um padrão de limpeza e ordem pouco comum no país”. A reportagem destaca ainda a quantidade de parques e áreas verdes, com praças que possuem “tomadas para carregar celular, iluminação forte e manutenção constante”.
Talvez o aspecto mais impressionante seja a segurança. O texto original da Gazeta de São Paulo enfatiza que “talvez o aspecto mais impressionante para quem vem de outras regiões do Brasil sejam as casas sem muros”. Jardins ficam expostos, e “bicicletas descansam na varanda e nada some”. Segundo a fonte, “moradores comentam que a criminalidade ali é praticamente zero, algo que muda completamente o estilo de vida”. O resultado é que é “comum ver famílias andando à noite, jovens tirando fotos em praças e animais circulando tranquilamente”. Para os visitantes, a realidade de Carajás “parece uma realidade ‘de outro mundo’, comparada às cidades brasileiras mais comuns”. O distrito é visto como um exemplo de “um Brasil possível”, que demonstra como uma comunidade prospera quando “estrutura e gestão caminham juntas”.








