O setor industrial do Amazonas recebeu um forte impulso com o anúncio feito pelo presidente-executivo da Mineração Taboca, José Flávio Alves, durante reunião com o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, em Manaus. Conforme destacou o site Mario Adolfo, a companhia planeja aplicar cerca de US$ 100 milhões — o equivalente a aproximadamente R$ 530 milhões — na modernização de suas operações no estado, com a meta ambiciosa de dobrar a capacidade produtiva até 2028.

De acordo com a publicação, o aporte expressivo ocorre após a entrada do grupo chinês CNMC (China Nonferrous Metal Mining Group) no controle acionário da empresa, efetivada em abril de 2025. Conforme explicou o executivo à reportagem, a nova fase marca um processo intenso de reorganização operacional cujo principal objetivo é elevar os índices de eficiência da companhia.
Citar a busca por competitividade foi o tom da fala de Alves reproduzida pelo site: “O que a gente está buscando agora é eficiência operacional para poder voltar à pujança que foi. Esses investimentos todos que a gente está fazendo, de 100 milhões de dólares, são basicamente para buscar mais competitividade.” Para alcançar essa meta, o planejamento estratégico prevê mudanças estruturais profundas na dinâmica de extração e transporte.
A reportagem detalha que uma fatia expressiva dos recursos está sendo canalizada para a renovação da infraestrutura mecânica, com destaque para a substituição dos antigos caminhões de 40 toneladas por novos modelos de 75 toneladas. Equipados com tecnologia embarcada de ponta, esses veículos trazem o diferencial de abrirem caminho para a futura automação integral das frotas, conforme ressaltou o site Mario Adolfo.
Além dos avanços tecnológicos, a publicação evidencia o impacto socioeconômico da empresa na região, mantendo cerca de 3 mil postos de trabalho. Desse total, 1.450 colaboradores são contratados diretamente pela Taboca e outros 1.650 atuam via terceirização, sendo que expressivos 95% dessa força de trabalho são compostos por moradores locais do Amazonas, alinhados ao regime de escala operado em Pitinga.
O portfólio produtivo da companhia, mapeado pela reportagem, concentra-se na extração e transformação de estanho, nióbio e tântalo. Enquanto o estanho passa pelo processo de fundição no estado de São Paulo, o nióbio e o tântalo são refinados em Porto Velho, completando uma cadeia que vai desde a lavra mineira até o beneficiamento industrial.
Por fim, o site Mario Adolfo aponta que a produção possui forte vocação exportadora, com cerca de 95% do volume comercializado tendo como destinos os mercados da Ásia e da Europa, restando aproximadamente 5% para o consumo interno. A logística de escoamento da cassiterita extraída em Pitinga é feita por rodovia até Manaus e, na sequência, despachada por via marítima a partir do Porto de Santos.









