Luiz Veloso assume a Secretaria de Saúde de Parauapebas com foco técnico e compromisso com a vida

Secretário afirma ao CKS Online que o desafio é ampliar o acesso, melhorar a gestão e cuidar das pessoas. Especialistas destacam que será preciso diálogo, confiança e apoio total da gestão.

O novo secretário municipal de Saúde de Parauapebas, Luiz Veloso, assume a pasta com um dos maiores orçamentos da administração pública local — superior a R$ 410 milhões — e o compromisso de reorganizar um sistema complexo, sensível e que demanda respostas rápidas. Veloso traz no currículo formação sólida, histórico de articulação institucional e décadas de experiência em gestão de crise, incluindo quase 20 anos de atuação na iniciativa privada, com forte interface com o poder público.

Em entrevista exclusiva ao CKS Online, Veloso explicou sua motivação ao aceitar o desafio: “O meu propósito é contribuir com o governo Aurélio Goiano para que as políticas públicas cheguem a quem mais precisa. Na Secretaria de Saúde essa possibilidade é real, porém os desafios são enormes. Lidar com vidas humanas é complexo. Precisamos trabalhar fortemente para alcançar melhorias na gestão da saúde, ampliar o acesso aos serviços e garantir a qualidade do atendimento à população.”

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Formação sólida e experiência institucional

Luiz Veloso é graduado em Elaboração e Avaliação de Projetos Econômicos pela Universidade da Amazônia e possui MBA em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Estácio de Sá. Atuou como oficial do Exército Brasileiro (1º Tenente R/2) e foi gestor da área institucional da mineradora Vale S/A, onde representou a empresa em fóruns, negociações e na mediação de conflitos com governos e comunidades.

Esse conjunto de experiências molda um perfil técnico, diplomático e preparado para conduzir uma das secretarias mais desafiadoras da gestão municipal.

Especialistas apontam os principais desafios da nova gestão

O CKS Online ouviu profissionais da área da saúde e especialistas em gestão pública sobre os principais pontos que exigirão atenção imediata do novo secretário. Entretanto, por serem pessoas vinculadas a gestão, eles preferiram não se identificar. Segundo as fontes consultadas, há cinco áreas críticas:

1. Policlínica: ajuste de carga horária e valorização por especialidade

Um dos focos mais sensíveis e urgentes é a reestruturação da Policlínica Municipal. De acordo com os especialistas ouvidos, há hoje desalinhamento entre a carga horária exigida e o tipo de especialidade médica atendida, o que tem gerado insatisfação e reflexos negativos no atendimento à população.

 “O novo secretário vai precisar rever com critério técnico a distribuição das jornadas, ajustando por especialidade e perfil de atendimento. Além disso, a remuneração precisa ser compatível, para que o profissional se sinta valorizado e possa entregar o melhor serviço”, avaliou um dos consultores.

2. Hospital, UPA e DIRCA: estruturas que precisam atuar com precisão

Especialistas destacam que a saúde de Parauapebas se apoia em três estruturas essenciais:

Hospital Municipal, hoje sobrecarregado;

UPA, que recebe fluxo alto e, muitas vezes, desnecessário;

DIRCA – Direção de Regulação, Controle e Avaliação, responsável por organizar os encaminhamentos e agendamentos de toda a rede.

A leitura técnica é de que esses três pilares precisam de gestão ajustada e reorganização imediata, com fluxos claros e objetivos definidos.

“É preciso colocar cada unidade para funcionar como engrenagem. Sem integração, nenhuma política de saúde dá certo”, disse um gestor da área técnica da saúde.

3. Atenção Básica precisa de reforço imediato

Outro ponto crítico apontado pelos especialistas é a atenção básica, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Sistema ùnico de Saúde (SUS) como a porta de entrada mais eficaz para resolver até 70% dos problemas de saúde da população. Segundo técnicos da área, muitas equipes estão incompletas ou desorganizadas, o que prejudica a continuidade do cuidado.

“Com equipes de atenção básica completas, bem organizadas e valorizadas, conseguimos evitar que doenças simples se agravem e lotem a UPA ou o hospital. Essa reorganização precisa ser prioridade para a nova gestão”, afirma uma profissional com atuação na área.

4. Confiança e valorização do corpo técnico da saúde

Há um consenso entre os especialistas de que Luiz Veloso precisará reconquistar a confiança e envolver toda a equipe técnica da Secretaria de Saúde. Parauapebas tem profissionais altamente capacitados, mas há desgaste e sensação de afastamento das decisões estratégicas.

 “Existem excelentes profissionais na rede, pessoas que conhecem a realidade da saúde local e querem ajudar. O novo secretário vai precisar montar pontes de confiança e colocar cada servidor no lugar certo para fazer o sistema funcionar”, avalia uma fonte ligada à pasta.

5. Apoio institucional e segurança orçamentária

Apesar do orçamento expressivo, de mais de R$ 410 milhões, especialistas alertam que previsibilidade e liberação regular de recursos são fundamentais para que a gestão da saúde seja eficiente. Segundo fontes do Executivo, o novo secretário já conta com canal direto com a Secretaria de Finanças, o que deve facilitar os fluxos internos.

 “A saúde precisa ser tratada com estabilidade. Sem repasse regular, não há como planejar ou executar ações. O apoio da gestão precisa ser firme”, observa um analista da área orçamentária.

Editorial CKS Online

Luiz Veloso assume a Secretaria de Saúde com experiência, credibilidade e clareza sobre o tamanho da responsabilidade. O compromisso que assume é com a vida das pessoas. Mas ele não pode fazer isso sozinho.

A saúde pública exige união. E isso significa apoio integral:

Da gestão de governo, com orçamento garantido e estrutura;

Do Legislativo, com fiscalização responsável e compromisso com a pauta pública;

Do Conselho de Saúde, com diálogo aberto e objetivo comum;

Dos profissionais da saúde, com confiança mútua e engajamento;

E da população, que precisa participar, acompanhar e fortalecer o SUS.

A saúde não pode ser dividida por partidos, ideologias ou interesses individuais. O que está em jogo é a vida. É hora de abraçar a saúde como uma causa coletiva, de todos — independentemente de posição política, crença ou grupo. Porque só com união e responsabilidade compartilhada é possível construir um sistema de saúde público forte, humano e eficaz.

Redação CKS online

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