Mineradora canadense confirma ocorrência de terras raras em áreas no PI e na BA

Dois projetos totalizam 68.615 hectares em uma faixa mapeada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) na borda oriental da Bacia do Parnaíba

A empresa canadense de exploração mineral Origen Resources anunciou a intenção de adquirir 70% do projeto Campo de Cima, uma área de 33.075 hectares localizada entre os estados da Bahia e do Piauí, conforme noticiou o site Movimento Econômico.

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Segundo a publicação, a decisão ocorreu após a confirmação em campo de concentrações anômalas de terras raras em um ambiente geológico propício para depósitos de argila de adsorção iônica. A reportagem destaca ainda que a companhia avançou no projeto Picos, também no Piauí, onde concluiu a primeira fase de amostragem de solo com 328 coletas, planeja coletar outras 113 e executará levantamentos geofísicos para definir novos alvos de pesquisa.

O site aponta que os dois projetos totalizam 68.615 hectares em uma faixa mapeada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) na borda oriental da Bacia do Parnaíba. A notícia ressalta que, de acordo com comunicados publicados pela própria empresa em setembro, a Origen controla o maior portfólio de exploração de terras raras na região. Conforme detalha a publicação, ambos os projetos têm como alvo depósitos de argila de adsorção iônica, modelo que se destaca por ocorrer próximo à superfície, dispensar escavações profundas e utilizar extração menos intensiva em reagentes em comparação aos depósitos de rocha dura. Dados do Journal of Geochemical Exploration citados pelo portal indicam que esse modelo responde por cerca de 80% do fornecimento mundial de terras raras pesadas, embora a Origen ainda não tenha publicado estimativas de recursos ou reservas que comprovem a viabilidade econômica das jazidas.

A respeito do Campo de Cima, o site relata que a iniciativa de avançar na área surgiu após a verificação de dados da vendedora, a Incorporadora e Mineração Santa Rosa Ltda. De acordo com a reportagem, uma amostragem de reconhecimento apontou sete valores elevados em 33 amostras, alcançando um pico de 282 ppm de TREO+Y (óxidos totais de terras raras mais ítrio) analisados pela SGS Geosol. A notícia explica que a mineralização está associada ao Grupo Rio Preto, contexto geológico análogo ao de projetos consagrados como Serra Verde (Goiás) e Caldeira (Minas Gerais). Para formalizar a participação de 70%, o site informa que a Origen pagará 100 mil dólares e emitirá 2 milhões de ações na assinatura do contrato, com aportes adicionais no segundo aniversário, além de um compromisso de 1,5 milhão de dólares em despesas de exploração ao longo de dois anos, enquanto a Santa Rosa reterá um royalty de 2%.

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Em relação ao projeto Picos, a publicação esclarece que a investigação foca em camadas de fosfato com presença de terras raras, configurando um modelo distinto. A Origen firmou acordo para adquirir 90% da iniciativa com Weberte Giovan de Almeida e Associados, tendo direito de preferência sobre outras cinco áreas. O site destaca que o mapeamento inicial foi concluído e que o levantamento geofísico aéreo se encerrou no final de setembro, acompanhado por uma segunda fase de solo e um levantamento radiométrico terrestre. Na visão do CEO da Origen, Gary Schellenberg, destacada pela reportagem, a combinação do trabalho detalhado em campo com a geofísica permitirá priorizar os próximos alvos com maior segurança.

Por fim, a notícia menciona que a Origen enxerga o Nordeste brasileiro como um novo polo estratégico para o mineral. O site lembra também que, em abril de 2026, representantes do SGB se reuniram com o governador do Piauí, Rafael Fonteles, para discutir a ampliação do mapeamento mineral na região, conforme apontado por cobertura anterior da CNN Brasil. A aprovação técnica dos relatórios da empresa foi validada por John Harrop, profissional qualificado conforme a norma internacional NI 43-101.

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