Minério de ferro de resíduos: Vale amplia produção em 107% em 2025

O objetivo central é otimizar a cadeia produtiva ao mesmo tempo em que se diminui drasticamente a geração de estéril

A Vale consolidou sua estratégia de sustentabilidade em 2025 ao registrar um salto de 107% na produção de minério de ferro oriundo de fontes circulares, como resíduos e rejeitos. Segundo informações do site Broadcast, o volume saltou de 12,7 milhões de toneladas em 2024 para expressivas 26,3 milhões de toneladas no último ano. Esse avanço sinaliza que o reaproveitamento de materiais deixou de ser uma iniciativa experimental para se tornar um pilar industrial da companhia.

O desempenho reflete a maturidade de projetos que integram eficiência operacional e redução de danos ambientais. Conforme reportado pelo Broadcast, a mineradora estabeleceu a meta de que, até 2030, cerca de 10% de toda a sua produção de minério no Brasil seja proveniente dessas fontes circulares. O objetivo central é otimizar a cadeia produtiva ao mesmo tempo em que se diminui drasticamente a geração de estéril e a necessidade de barragens.

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Para o vice-presidente Técnico da Vale, Rafael Bittar, os números de 2025 comprovam que a circularidade se tornou uma alavanca de negócios. Em declaração repercutida pelo Broadcast, o executivo destacou que a produção de mais de 26 milhões de toneladas via fontes circulares demonstra ser plenamente possível unir produtividade e inovação. O foco agora é acelerar essa trajetória, utilizando operações em Minas Gerais como vitrine dessa transformação tecnológica.

Entre as frentes práticas dessa nova fase, destacam-se a comercialização da Areia Sustentável e a operação da Fábrica de Blocos na Mina do Pico, que transforma rejeitos em insumos para a construção civil. O Broadcast ressalta que projetos em Capanema e Vargem Grande (MG) são exemplos claros de como a mineradora tem buscado liberar áreas e gerar valor socioambiental, integrando a segurança operacional ao reaproveitamento de materiais.

Os benefícios ambientais dessa transição são significativos: o programa evitou a ocupação de espaço para resíduos equivalente a mais de 300 vagões carregados. Além disso, de acordo com o Broadcast, o impacto climático positivo da iniciativa é comparável à retirada de circulação de mais de 40 mil automóveis anualmente. Essas ações fazem parte do plano “Mineração do Futuro”, estruturado em pilares como operações inteligentes e emissão zero de carbono.

O reconhecimento dessa evolução já ultrapassou as fronteiras nacionais, com o programa sendo selecionado pelo World Business Council for Sustainable Development como uma das cinco melhores práticas globais de descarbonização em 2025. O site Broadcast aponta que, para manter esse ritmo, a Vale deve investir ainda mais em automação, inteligência artificial e técnicas avançadas de reprocessamento para integrar geociências e usinas de forma definitiva.

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