Em um movimento estratégico para reestruturar seu portfólio global, a Anglo American anunciou, nesta segunda-feira (18), a venda de suas operações de níquel no Brasil para a MMG Singapore Resources Pte. Ltd, subsidiária da multinacional MMG Limited. O negócio, avaliado em até US$ 500 milhões, inclui os ativos de ferroníquel Barro Alto e Codemin (Niquelândia), em Goiás, além dos projetos de desenvolvimento futuro Morro Sem Boné (Mato Grosso) e Jacaré (Pará).
Mudança de estratégia da Anglo American
A venda do negócio de níquel faz parte do plano de reestruturação global da Anglo American, que passou a concentrar seus esforços em ativos de cobre, minério de ferro de alto teor e nutrientes agrícolas. Essa estratégia já havia sido sinalizada com a venda da unidade de carvão siderúrgico na Austrália, no final de 2024.
Em comunicado oficial, a presidente da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, destacou que o processo de escolha do comprador foi conduzido com transparência e rigor, garantindo o alinhamento da MMG aos valores da companhia e à busca pela excelência operacional.
Quem é a MMG?
A MMG Limited é uma mineradora internacional com sede em Melbourne (Austrália) e Pequim (China). A empresa pertence à China Minmetals, uma das maiores companhias estatais do setor mineral da China. Com operações em Austrália, Botsuana, República Democrática do Congo, Peru e Canadá, a MMG é reconhecida por sua atuação nos segmentos de cobre, zinco e metais básicos. Suas ações são negociadas nas bolsas de valores de Hong Kong (HKEX) e Austrália (ASX).
O que muda para os trabalhadores?
Apesar da venda, a Anglo American reforçou que não haverá mudanças na rotina operacional até a conclusão do negócio. Além disso, funcionários das operações de níquel serão informados ao longo do dia sobre os detalhes da transação, por meio de reuniões com as lideranças.
A companhia também alertou que, até a finalização da venda, qualquer interação direta com a MMG deve ser intermediada pela equipe responsável pela transição.
Perspectivas para o futuro
A aquisição pela MMG representa uma oportunidade para fortalecer a produção de níquel no Brasil, um metal estratégico para a transição energética global, especialmente para a fabricação de baterias de veículos elétricos. A expectativa é que a MMG dê continuidade aos projetos da Anglo American, expandindo sua presença no setor mineral brasileiro.
A transação marca mais um capítulo da reconfiguração da indústria global de mineração, à medida que empresas buscam ajustar seus portfólios para maximizar eficiência e rentabilidade em um cenário de crescente demanda por minerais críticos.
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