MST desocupa prefeitura de Parauapebas após determinação judicial

A desocupação, que ocorreu no fim da manhã, foi motivada por uma determinação judicial, contou com a presença da Tropa de Choque da Polícia Militar, e foi acompanhada por membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil

Representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocupavam a prefeitura de Parauapebas desde a última terça-feira (12) se retiraram do local nesta quarta-feira (13). A desocupação, que ocorreu no fim da manhã, foi motivada por uma determinação judicial, contou com a presença da Tropa de Choque da Polícia Militar, e foi acompanhada por membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Vídeos obtidos pelo CKS Online mostram os militantes deixando o prédio da prefeitura e se deslocando para uma praça próxima. A reportagem também obteve a informação de que a ordem, recebido de um Oficial de Justiça, foi assinada por Evaldo Fidélis da Associação de Moradores da Palmares Sul (AMAPALS).

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O MST divulgou um documento com uma série de reivindicações, que incluem demandas para as áreas de produção agrícola, educação, saúde e infraestrutura. O movimento justificou a manifestação, criticando a atual gestão municipal. “Já se passaram 6 meses do início dessa gestão e o que assistimos é o sucateamento acelerado dos serviços públicos e aparelhamento político acompanhada de uma corrida desenfreada para saquear os recursos públicos através de manobras imorais usadas pelo atual prefeito”, diz o documento.

A nota do MST também acusa a prefeitura de usar crianças e adolescentes como “reféns da política fascista de aparthaid e negação de direitos”, e de usar conquistas do próprio movimento, como uma escola de ensino médio, para “chantagear e constranger a todos”.

Veja abaixo o vídeo da desocupação:

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