A construção do trecho final da Ferrovia Norte-Sul, que ligará Açailândia (MA) a Barcarena (PA), emerge como uma alternativa logística crucial na Região Norte, visando quebrar o monopólio da Estrada de Ferro Carajás, controlada pela mineradora Vale. Mais do que uma nova rota de escoamento, o projeto deve impulsionar o desenvolvimento econômico em diversas cidades do Pará.
Um estudo de viabilidade técnica e ambiental, recém-concluído pelo governo federal, aponta que o novo traçado, com 535 quilômetros de extensão, tem potencial para movimentar R$ 8,5 bilhões por ano em riquezas, beneficiando produtores agrícolas, mineradoras, indústrias, governos e a população através da geração de empregos e serviços.
Desenvolvimento em cidades paraenses
A ferrovia cruzará dez municípios paraenses, além de dois maranhenses, estabelecendo um novo eixo de crescimento na região. No Pará, o traçado selecionado passará por:
- Dom Eliseu
- Ulianópolis
- Paragominas
- Ipixuna do Pará
- Tomé-Açu
- Tailândia
- Acará
- Moju
- Abaetetuba
- Barcarena (onde se conectará ao complexo portuário de Vila do Conde)
A nova rota permitirá o escoamento de grãos, celulose, combustíveis e minérios, oferecendo uma opção mais eficiente e competitiva para exportação, sem a dependência exclusiva da Estrada de Ferro Carajás.
A expectativa é que a licitação do novo trecho, que deve ser leiloado em 2026, abra mais uma porta para o crescimento da Região Norte, facilitando o acesso de cargas aos portos e estimulando a economia local nas cidades por onde os trilhos passarão.








