O novo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), com dados de 2025, expõe a profunda desigualdade na qualidade das rodovias brasileiras. Enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste consolidam polos de eficiência, estados da Região Norte, com destaque negativo para o Pará, enfrentam gargalos que encarecem o custo de vida e dificultam o escoamento da produção nacional.
No topo da lista, São Paulo mantém-se isolado na liderança com uma nota de 4,3 (em uma escala de 1 a 5). O desempenho paulista é atribuído ao seu robusto modelo de concessões privadas, que assegura uma malha rodoviária conservada e eficiente para o setor industrial.
Em contrapartida, a realidade no Norte é alarmante. O Acre (27º) e o Amazonas (26º) ocupam as últimas posições do ranking nacional, transformando o transporte de mercadorias em um “pesadelo logístico”. Essa precariedade reflete-se diretamente no preço final dos produtos, já que o frete na região é consideravelmente mais elevado devido às más condições das vias.
Inserido nesse cenário crítico, o Pará aparece na 21ª posição, figurando entre as unidades da federação com a pior malha rodoviária do Brasil. Apesar de sua importância estratégica para a economia nacional, o estado sofre com a falta de infraestrutura adequada, o que compromete a competitividade da região e impõe riscos à segurança de quem trafega pelas estradas paraenses.
Um dos pontos positivos do relatório é o Mato Grosso do Sul, que alcançou o 2º lugar com nota 3,7. O avanço sul-mato-grossense demonstra a força do agronegócio como motor de investimentos: o estado entendeu que, para exportar soja e gerar riqueza, a infraestrutura precisa acompanhar o ritmo do campo, eliminando gargalos de escoamento.
Veja o ranking abaixo:









