Dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam a manutenção do protagonismo do sudeste paraense na economia do estado. Na nova publicação do PIB dos Municípios (biênio 2022-2023), as cidades de Parauapebas e Canaã dos Carajás garantiram o segundo e o terceiro lugar, respectivamente, no ranking das maiores economias do Pará, ficando atrás apenas da capital, Belém.
O levantamento, realizado em parceria com órgãos estaduais de estatística e a Suframa, destaca a força da atividade mineral na região. Enquanto Belém lidera com um PIB de R$ 40,5 bilhões, impulsionada pelo setor de serviços e administração pública, o “fôlego” industrial e extrativista do interior mostra números expressivos:
Parauapebas: R$ 26,4 bilhões;
Canaã dos Carajás: R$ 16,6 bilhões;
O Cenário EstadualAtrás do “pódio” formado por Belém e os gigantes da mineração, aparecem outros polos regionais importantes. Ananindeua ocupa a quarta posição, seguida por Marabá e Santarém.
Confira os valores dos principais PIBs do estado:
Belém: R$ 40.536.061;
Parauapebas R$ 26.421.066;
Canaã dos Carajás: R$ 16.621.560;
Ananindeua: R$ 11.473.897;
Marabá: R$ 9.748.964
Santarém: R$ 8.681.869
Paragominas: R$ 5.308.605
Tendência de descentralização nacional
No panorama nacional, o topo da lista permanece inalterado com São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília ocupando as primeiras posições. No entanto, o estudo aponta um movimento de desconcentração econômica.Segundo o analista do IBGE, Luiz Antonio do Nascimento de Sá, embora essas três metrópoles se mantenham na liderança desde o início da série histórica em 2002, elas vêm perdendo participação gradativamente ao longo dos anos.
Esse fenômeno abre espaço para o crescimento de municípios do interior, como é o caso das cidades paraenses, que ganham relevância no Produto Interno Bruto nacional por meio da exportação de commodities e expansão da fronteira agrícola.








