O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deu início a uma série de mobilizações para protestar contra a precariedade de infraestrutura e a falta de políticas públicas em Parauapebas. A “Jornada de Mobilização por Direitos e Contra Privilégios”, coordenada pelo Acampamento Popular de Resistência Terra e Liberdade teve início com o fechamento da estrada de acesso ao britador da mineradora Ligga Minas, em Palmares II.
Na madrugada desta segunda-feira (11), trabalhadores rurais da comunidade Rio Novo bloquearam as vias que dão acesso ao pátio de estocagem da Vale, utilizadas pela Ligga para transportar ferro. A interdição ocorre em trecho que fica a cerca de 20 quilômetros da mineradora. A ação é um protesto contra as condições da estrada vicinal do Rio Novo, que, segundo os manifestantes, está sucateada devido ao tráfego de veículos pesados da empresa. A comunidade exige melhorias na infraestrutura e cobra ações do governo municipal de Parauapebas e da mineradora.
Pautas de reivindicação
A manifestação é resultado de uma assembleia realizada no domingo (10) no Acampamento Terra e Liberdade, que reuniu trabalhadores e moradores. Em suas publicações nas redes sociais, o MST Pará e o Acampamento Terra e Liberdade criticaram a gestão municipal, afirmando que a cidade vive um “caos” e que a população tem seus direitos negligenciados.
O movimento apresentou uma Pauta Emergencial de reivindicações, direcionada ao governo municipal, com sete pontos principais que visam atender às necessidades básicas das comunidades rurais:
- Máquina para abertura e manutenção das ruas internas.
- Energia elétrica completa, com postes, transformadores e rede de transmissão geral.
- Instalação de bueiros.
- Garantia de infraestrutura adequada para a escola local.
- Máquinas agrícolas e logística acessível para a produção de alimentos.
- Construção da ponte do Rio Novo.
- Perfuração de poço artesiano, instalação de rede hidráulica e disponibilização de carro-pipa.
As publicações reforçam que a jornada de mobilização busca “reivindicar por trabalho, saúde, educação, estradas, pontes e o conjunto de conquistas que merecemos!”.
A Ligga informou que não vai se pronunciar sobre as reivindicações, pois, entende que as medidas solicitadas são direcionadas ao Governo Municipal e não à mineradora. O CKS Online solicitou um posicionamento da Prefeitura de Parauapebas e atualizará esta matéria quando for respondido.
Redação CKS Online








