O município de Parauapebas se prepara para receber, nesta terça-feira (25/11), a segunda edição do Fórum de Mineração de Parauapebas (FMINP). Em entrevista exclusiva ao CKS Online, o secretário municipal de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia (Semmect), Wallas Marques, apresentou um panorama completo sobre o evento, que chega com programação ampliada, novos temas estratégicos e forte participação da sociedade técnica, acadêmica e empresarial.
A seguir, a matéria completa, fiel à entrevista fornecida pelo secretário.
Credenciamento e participação: público amplo e análise técnica para empresas
Marques explicou que todos os espaços do evento são abertos à comunidade, enquanto empresas interessadas em participar oficialmente passam por análise interna, que considera critérios como relevância, expertise, notoriedade, nichos de atuação e importância social ou técnica .
O público geral pode se inscrever pelo site da Prefeitura até o dia do evento ou realizar o credenciamento diretamente no Centro Cultural de Parauapebas, local onde a programação será realizada, assim como na primeira edição .
Instituições de ensino técnico e superior receberam convites formais, reforçando o objetivo de aproximar estudantes e pesquisadores das discussões atuais da mineração na região.
Segunda edição traz temas inéditos e painéis mais amplos
Segundo o secretário, o primeiro Fórum teve foco nos royalties da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Agora, a segunda edição foi desenhada a partir das provocações deixadas no evento anterior. O resultado é uma programação mais robusta, com painéis diversos e participação de representantes do setor técnico e acadêmico da região norte e de outros estados.
Entre os destaques, está a inclusão do painel sobre cooperativismo e empreendedorismo mineral, tema ainda pouco debatido publicamente em Parauapebas, apesar de sua importância no cenário mineral paraense .
Marques também explicou que o aumento da programação foi motivado pelo crescimento do interesse registrado nas agendas externas da Semmect, onde profissionais e instituições pediram mais espaços para debates públicos.
Inovação, tecnologia e pós-mineração
A tecnologia estará presente de forma transversal. O secretário afirma que o Fórum será um ambiente propício para discutir tendências aplicadas à pós-exaustão mineral e práticas voltadas à mineração do futuro.
Apesar de temas como mineração 4.0, energias renováveis e reaproveitamento de rejeitos não serem foco total da edição 2025, eles devem aparecer em eventos complementares — como o Renova Parauapebas, marcado para esta segunda-feira 24 de novembro, dedicado a energias renováveis e minerais estratégicos, em alinhamento com debates da COP30 .
Referências da Exposibram e novos caminhos para Parauapebas
Durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram), realizada em Salvador (BA), no mês de outubro, Marques observou que Parauapebas tem grande potencial para se tornar polo nacional de minerais estratégicos, como cobre e níquel, além do já consolidado ferro. Ele destaca que o subsolo local pode posicionar o município como protagonista na transição energética do país.
O secretário também confirmou que uma ação estratégica com o CREA-PA será apresentada durante o evento, fortalecendo a integração entre engenharia, geociências e o desenvolvimento mineral regional .
Desenvolvimento regional e construção do futuro da mineração
O Fórum contribuirá diretamente para preparar a cidade para a transição econômica e para os desafios do fechamento de mina — temas que precisam ganhar espaço no planejamento público, segundo Marques. Ele reforça que segurança, impactos comunitários, inclusão feminina e desenvolvimento social serão abordados de maneira integrada aos painéis .
Há também a meta de consolidar o FMINP no calendário oficial do município, com potencial de se tornar um dos maiores eventos do setor no Norte do país.
Receptividade das empresas e estreia de novos players
A adesão de empresas e entidades públicas tem sido alta, e nesta edição o evento contará pela primeira vez com a participação da Ligga S/A, detentora do Projeto Ferro Sul, em um dos painéis principais.
Para Wallace Marques, o 2º FMINP simboliza um momento decisivo:
“É um marco que reafirma o compromisso de Parauapebas em construir o futuro da mineração. A mensagem é de responsabilidade e inovação”, afirmou.
“Para o setor, é o principal ponto de encontro para alinharmos boas práticas. Para a população, é garantia de que discutiremos riqueza com foco na transição econômica e no desenvolvimento social.”
Qual tema do Fórum você considera mais urgente para o futuro da mineração em Parauapebas?
Comente e participe deste debate essencial para a região!
Redação CKS online











