A expansão diária de erosões em paredões na Grande Belo Horizonte revela a atuação de quadrilhas de mineradores ilegais que exploram o patrimônio da União, segundo revelou o site do Jornal Estado de Minas,. A publicação destaca que, entre a BR-356 e a BR-040, a atividade clandestina avança rapidamente e já ameaça estradas, áreas de preservação e o meio ambiente local.

Segundo o site do Jornal Estado de Minas, ativistas ambientais estimam que, desde 2022, cinco pontos de extração irregular na região movimentaram mais de R$ 700 milhões em minério roubado. A reportagem aponta que esses locais deixam rastros profundos de degradação, incluindo desmoronamentos que colocam em risco ferrovias desativadas e encostas urbanas.
Conforme detalhado pelo site do Jornal Estado de Minas, a agressividade dos criminosos ficou evidente no último dia 4 de setembro, quando um grupo de “barranqueiros” atacou a deputada federal Duda Salabert e o engenheiro ambiental Felipe Gomes no Bairro Belvedere. A publicação registra que o caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio e evidenciou a violência com que essas redes operam.
A reportagem do site do Jornal Estado de Minas também relata que a área afetada está inserida em zonas de alta sensibilidade ambiental, como a APA Sul Metropolitana e a zona de amortecimento de parques estaduais. A publicação reforça que, apesar de fiscalizações recorrentes da Polícia Militar e da Semad ao longo dos últimos anos, os infratores retornam aos locais para continuar as escavações.

Ainda de acordo com o site do Jornal Estado de Minas, o engenheiro ambiental Felipe Gomes compara a estrutura da máfia da mineração a facções criminosas organizadas. A reportagem aponta que o esquema envolve três níveis de atuação, desde o furto direto nas cavas clandestinas até a receptação por empresas siderúrgicas e o uso de esquemas de sonegação fiscal.
Conforme aponta o site do Jornal Estado de Minas, o nível mais básico da rede criminosa conta com locação de maquinário pesado e forte esquema de segurança para mascarar as operações noturnas. A publicação destaca que os lucros elevados e as penas brandas para o furto de minério incentivam a reincidência contínua dos criminosos na região metropolitana.
Por fim, o site do Jornal Estado de Minas lembra que operações recentes da Polícia Federal, a exemplo da Operação Rejeito, revelaram esquemas complexos de fraudes em licenças ambientais e corrupção de agentes públicos. A reportagem conclui que a atuação coordenada dessas organizações criminosas representa um dos maiores desafios de fiscalização e proteção ambiental no estado.








