Em um encontro marcado pelo simbolismo e pela urgência das pautas climáticas, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, foi recebido na última semana pelo Papa Leão XIV, no Vaticano. Durante a audiência, o executivo presenteou o sumo pontífice com uma escultura da Flor de Carajás, espécie endêmica da Serra dos Carajás, no Pará, que simboliza a presença da mineradora na região e o compromisso com a preservação ambiental.
A reunião, organizada pela Pontifícia Comissão para a América Latina, reuniu líderes empresariais dos setores de energia e minerais críticos. O objetivo central foi debater como viabilizar a transição energética global de forma a conciliar o desenvolvimento econômico com a justiça socioambiental.
De acordo com Pimenta, as discussões sobre mudanças climáticas e o cuidado com as pessoas não estão mais restritas a fóruns econômicos tradicionais, como Davos, mas ocupam agora espaços de influência moral e religiosa, refletindo a pressa imposta pela crise climática.
A entrega da Flor de Carajás foi o ponto alto do encontro para a representação brasileira. A flor é um ícone da biodiversidade amazônica, crescendo especificamente em áreas de canga (minério de ferro à superfície), o que a torna um elo direto entre a atividade mineral e a conservação.
“Saio desta conversa com a convicção renovada de que os melhores caminhos se constroem com escuta, aprendizado e um profundo compromisso com nossas responsabilidades”, afirmou o presidente da Vale em comunicado oficial.











