Projeto Furnas: Investimento de US$ 1,3 bilhão promete transformar setor de cobre e ouro em Carajás

Sua infraestrutura se beneficia da proximidade com polos consolidados, próximo à divisa com Parauapebas, a cerca de apenas 30 km do centro urbano, e a 50 km a sudeste da Mina de Salobo

PARÁ – A mineradora Ero Copper Corp. anunciou nesta semana os resultados da Avaliação Econômica Preliminar (PEA) do Projeto Furnas, localizado na estratégica Província Mineral de Carajás, no sudeste do Pará. O estudo projeta um investimento de US$ 1,3 bilhão (aproximadamente R$ 6,5 bilhões) para o desenvolvimento de uma operação de cobre e ouro de grande escala, com vida útil estimada em 24 anos.

O empreendimento é fruto de uma parceria com a Vale Base Metals (VBM). Pelo acordo, a Ero Copper assumirá 60% de participação no ativo após cumprir programas de trabalho estabelecidos.

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O Projeto Furnas está inserido em uma das regiões minerais mais ricas do mundo. Sua infraestrutura se beneficia da proximidade com polos consolidados, próximo à divisa com Parauapebas, a cerca de apenas 30 km do centro urbano, e a 50 km a sudeste da Mina de Salobo, operada pela Vale. O depósito abrange aproximadamente 2.400 hectares.

A robustez do projeto é evidenciada pelos números de produção previstos para os primeiros 15 anos. A média anual de produção de cobre equivalente deve atingir 108.000 toneladas, distribuídas da seguinte forma:

CommodityProdução Anual Média (15 anos)
Cobre70.000 toneladas
Ouro111.000 onças
Prata532.000 onças

Do ponto de vista financeiro, o projeto apresenta uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 27% em um cenário base. Contudo, considerando a valorização das commodities (cobre a US$ 6,10/lb e ouro a US$ 5.550/oz), o Valor Presente Líquido (VPL) pode saltar de US$ 2 bilhões para US$ 4,7 bilhões, com uma TIR de 44%.

Segundo Makko DeFilippo, Presidente e Diretor Executivo da Ero Copper, a estratégia foca no desenvolvimento responsável, com a maior parte da extração sendo realizada de forma subterrânea. “Essa abordagem resulta em uma pegada ambiental reduzida”, destacou o executivo.

O custo operacional é outro diferencial competitivo, estimado em apenas US$ 0,30 por libra de cobre, devido aos créditos gerados pelos subprodutos (ouro e prata). Além disso, a empresa estuda a inclusão de um circuito para recuperar magnetita de alta qualidade, o que poderia agregar ainda mais valor ao portfólio de Furnas.

Apesar dos dados promissores, a companhia ressalta que o estudo é de natureza preliminar (PEA) e inclui recursos minerais inferidos. O próximo passo envolve o avanço das frentes de engenharia e licenciamento ambiental para garantir a viabilidade econômica definitiva do projeto.

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