Região Norte recebeu R$ 3,3 bilhões em obras de infraestrutura em 2025

Juntos, os estados nortistas possuem 82,8% das rodovias federais em condições adequadas de trafegabilidade, segundo o DNIT

A Região Norte apresenta grandes desafios devido às características geográficas e climáticas. No entanto, isso não foi obstáculo para a entrega de obras para a população em 2025. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) atuou para consolidar os avanços alcançados e garantir maior estabilidade às condições de trafegabilidade nos sete estados nortistas. Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins receberam aproximadamente R$ 3,3 bilhões de recursos do Governo Federal em obras de infraestrutura. O investimento possibilitou a execução de obras e serviços que deram um salto na qualidade do transporte e da mobilidade da região. Como resultado, os estados, juntos, possuem 82,8% das rodovias em condições adequadas de trafegabilidade.

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Em 2025, o DNIT ampliou entregas na malha rodoviária e aquaviária. Entre as melhorias, a autarquia executou serviços de conservação e recuperação nas rodovias, atuou em construção, e consolidou sua atuação como agente estratégico na gestão das hidrovias brasileiras. O Departamento entregou duas obras essenciais para o norte do país: a ponte sobre o Rio Araguaia, entre Xambioá (TO) e São Geraldo do Araguaia (PA), na BR-153, e a ponte sobre o Rio Tocantins, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), na BR-226.

Durante todo o ano, a atuação da autarquia reforçou o compromisso de assegurar a continuidade dos serviços na maior região do Brasil em extensão territorial. A malha rodoviária no Norte soma 13.158,4 quilômetros. Já o modal aquaviário possui mais de 42 mil quilômetros de trechos navegáveis e 20 mil quilômetros efetivamente utilizados, que ajudam no transporte de cargas e passageiros todos os dias.

Investimentos do Novo PAC elevam qualidade nas rodovias federais

Os investimentos públicos do Novo PAC nas rodovias federais elevaram o Índice de Condição de Manutenção (ICM), medido mensalmente pelo DNIT. Juntos, os sete estados da Região Norte possuem 82,8% das rodovias em condições adequadas de trafegabilidade. O investimento foi de aproximadamente R$ 2,6 bilhões.

A qualidade da malha rodoviária no Acre soma 62% das vias em condições adequadas de trafegabilidade, com segmentos classificados como bons e regulares. As rodovias federais do estado contaram com investimento do Novo PAC de aproximadamente R$ 337,3 milhões para empreendimentos de manutenção e restauração.

No Amapá, 99% das estradas são consideradas “boas” e “regulares”, de acordo com o ICM. O investimento do Novo PAC para as obras de manutenção, construção e supervisão foi de aproximadamente R$ 200 milhões.

No Amazonas, 77% das rodovias federais estão em condições boas e regulares. Os investimentos em manutenção rodoviária contaram com aporte de aproximadamente R$ 593,2 milhões do Novo PAC.

O estado do Pará conta com 74% da malha rodoviária em condições adequadas de trafegabilidade, com trechos bons e regulares. As obras de manutenção e restauração do Novo PAC tiveram investimento de R$ 764,6 milhões.

Em Rondônia, o ICM registrou 90% das estradas em condições boas e regulares. As rodovias contaram com investimento de R$ 446,1 milhões do Novo PAC para manutenção e restauração.

O estado de Roraima possui 96% das rodovias em condições adequadas de trafegabilidade. O percentual corresponde a trechos considerados “bons” e “regulares”. Os empreendimentos do Novo PAC de manutenção e restauração rodoviária teve investimento de R$ 82,4 milhões.

Já em Tocantins, 93% das rodovias estão em condições boas e regulares. As obras de manutenção e restauração rodoviária contaram com aporte de R$ 220,7 milhões do Novo PAC.

Os números reforçam a atuação estratégica do DNIT para garantir segurança e mobilidade do sistema viário. Os resultados expressivos demonstram a importância de um planejamento integrado e de investimentos contínuos em obras estruturantes em prol da resiliência e da eficiência da malha federal no norte do Brasil.

Infraestrutura aquaviária como vetor de integração e desenvolvimento

Em 2025, o DNIT consolidou sua atuação como agente estratégico na gestão das hidrovias brasileiras. Com foco na ampliação da navegabilidade, na modernização da infraestrutura portuária e na integração logística nacional, a autarquia promoveu avanços significativos na Região Norte.

Com um investimento de R$ 308,3 milhões, o Departamento executou na Região Norte ações de construção, recuperação e operação de Instalações Portuárias de Pequeno Porte (IP4s), dragagens, sinalização e balizamento de hidrovias. A navegação fluvial, que representa a única via de acesso em muitos municípios ribeirinhos, foi fortalecida por meio de investimentos em infraestrutura que garantem segurança, eficiência e continuidade operacional.

Entre os principais destaques do ano está o Plano Anual de Dragagem e Manutenção Aquaviária (PADMA), contratado em 2024 e executado em rotas estratégicas no estado do Amazonas. As obras nos trechos de Benjamin Constant–São Paulo de Olivença e Coari–Codajás, que começaram em outubro, têm previsão de conclusão neste mês de janeiro. E as obras no trecho Manaus–Itacoatiara, que também começaram em outubro, têm previsão de conclusão para fevereiro. Paralelamente, o Plano de Manutenção Hidroviária no Rio Madeira seguiu em execução, assegurando profundidade adequada mesmo em períodos de estiagem.

O DNIT avançou na entrega e recuperação de instalações portuárias, com destaque para Barcelos, Envira e Eirunepé (AM). O Departamento atua também na entrega da primeira IP4 do estado do Amapá, no município de Santana. A obra, orçada em R$ 27,2 milhões, está prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2026.

As IP4s de Laranjal do Jari (AP) e de Oiapoque (AP) seguem em andamento por meio de procedimento interno da licitação, em etapa de elaboração da documentação. A previsão é para que sejam licitadas em 2026.

Obras emergenciais foram realizadas em Manicoré, Borba e Fonte Boa (AM), garantindo a continuidade do transporte fluvial diante de limitações estruturais e hidrológicas.

A carteira de projetos na Região Norte inclui ainda um contrato em licitação em Fonte Boa (AM); projetos em planejamento para construção em Conceição do Araguaia (PA), Lábrea (AM) e São Paulo de Olivença (AM); e projetos em planejamento para recuperação em Borba, Careiro da Várzea, Eirunepé, Itacoatiara (2ª etapa), Parintins (2ª etapa), Porto Velho (Cai N’Água) e Tefé (Lago), reforçando o compromisso com a manutenção contínua da infraestrutura.

No campo da segurança e monitoramento, a campanha de sinalização 2025-2026 foi lançada para os rios Solimões e Amazonas, enquanto o Plano de Monitoramento Hidroviário (PMH) seguiu ativo em rios como Amazonas, Madeira, Paraguai, São Francisco, Tapajós e Tocantins, com novos estudos previstos.

Entre as obras estratégicas, destaca-se o Porto da Manaus Moderna, com edital publicado e licença prévia emitida. A obra está em fase de contratação e representa um marco para o desenvolvimento logístico e econômico da região. Outro avanço relevante foi a emissão da Licença de Instalação (LI nº 1518/2025) pelo Ibama para a derrocagem do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins.

A atuação do DNIT no modal aquaviário reafirma seu papel essencial na promoção da inclusão social, no abastecimento de comunidades ribeirinhas e na redução dos custos logísticos. A infraestrutura aquaviária é um vetor de desenvolvimento sustentável, conectando regiões isoladas aos grandes centros econômicos do país.

Manutenção para garantir trafegabilidade com segurança – Responsável pela manutenção de rodovias federais, o DNIT não poupou esforços para garantir trafegabilidade e fluidez com segurança aos usuários. A autarquia atuou na recuperação do pavimento, em intervenções estruturais e na conservação das estradas no norte do país.

Ano é marcado por progressos nas obras e na manutenção viária do Pará

No ano de 2025, o Pará recebeu aplicação de recursos que contemplou ações de planejamento integrado, retomada de contratos preventivos e adoção de soluções resilientes para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. O estado contou com investimento aproximado de R$ 1,1 bilhão. Desse total, mais de R$ 764 milhões foram destinados para obras de manutenção rodoviária. Já os serviços de construção contaram com aporte aproximado de R$ 387,4 milhões.

A BR-422/PA recebeu obras de construção e pavimentação em 2025. Já foram entregues à população 42 quilômetros pavimentados e sinalizados. E a pavimentação dos últimos 18 quilômetros que faltavam, entre os municípios de Novo Repartimento e Tucuruí, também já está pronta. A obra está 100% executada. A previsão é inaugurar a obra completa ainda este mês. O empreendimento tem investimento de aproximadamente R$ 228,6 milhões do Governo Federal, previsto no Novo PAC.

O DNIT também avançou com as obras da ponte sobre o Rio Xingu na BR-230/PA, a Transamazônica. O empreendimento, que está 50% de concluído, terá 700 metros de extensão e vai ligar os municípios de Anapu e Vitória do Xingu. Ao todo, já foram executadas quatro etapas da concretagem dos blocos de sustentação da estrutura, sendo que em um deles, o serviço já foi concluído. Em paralelo, a autarquia também executa os estágios de construção dos vãos de retaguarda. O Governo Federal vai investir R$ 405,6 milhões no empreendimento, que está previsto no Novo PAC. Cerca de 80 mil pessoas devem ser beneficiadas, impulsionando a economia local e facilitando a logística de transporte de cargas pelo estado.

O DNIT avançou com as obras de construção de cinco Obras de Arte Especiais na BR-158/PA. As novas estruturas visam impulsionar a logística de transporte e ampliar o acesso às principais cidades do estado. As intervenções, que seguem em fase avançada, possuem investimento de R$ 28,7 milhões, por meio do Governo Federal.

Quatro OAEs estão com os serviços em fase de conclusão: a ponte sobre o Igarapé Arraia (km 632,6), a ponte sobre o Igarapé Itamarati (km 638,15), a ponte sobre o Igarapé Água Preta (km 627,42), e a ponte sobre o Igarapé Inajazinho (km 676,71). Nas próximas semanas serão realizados os serviços de sinalização horizontal.

Com 67% de execução, as equipes do DNIT seguem avançando na construção da ponte sobre o Igarapé Inajá (km 688,51). Atualmente, são realizados serviços de execução da OAE e terraplenagem e, posteriormente, serão iniciadas as atividades de pavimentação, obras complementares e meio ambiente. A estimativa é de que as ações sejam encerradas neste mês de janeiro.

A autarquia também atuou nas obras de duplicação da BR-316/PA, entre Castanhal e Santa Maria. A obra está com 21,84 quilômetros concluídos, de um total de 45 quilômetros, inclui uma OAE e tem previsão de avanço significativo em 2026. O investimento total é aproximadamente R$ 193 milhões. A rodovia exerce um papel fundamental na ligação de Belém com as demais regiões do estado e com todo o restante do país, se constituindo na única ligação rodoviária da capital do Pará com todas as demais regiões estaduais e nacionais.

O Departamento avançou ainda nas obras de implantação da BR-308/PA, entre Bragança e Viseu. A obra está com 34 quilômetros concluídos, de um total de 115 quilômetros e tem previsão de entrega em 2027. O investimento total ultrapassa R$ 260 milhões – contemplados no Novo PAC. A rodovia exerce um papel fundamental na ligação de Belém com a região oceânica, levando desenvolvimento para a região.

Na BR-163/PA, o projeto executivo remanescente de construção da rodovia entre Itaituba e Rurópolis está na fase de licitação. A obra contemplará um trecho de 34 quilômetros.

Na BR-230/PA, as obras nos segmentos entre Rurópolis e Medicilândia estão em fase de atualização dos projetos e de obtenção de licenciamento ambiental dos empreendimentos.

Ainda na BR-230/PA, avança a mobilização para as obras de 16 pontes, localizadas entre Rurópolis e Altamira. Os projetos das Obras de Arte Especiais (OAEs) estão em fase de análise, com previsão de aprovação até julho/26.

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