O Projeto Alemão, iniciativa subterrânea de cobre-ouro de alto teor situada na região de Carajás, avança com projeções expressivas para o desenvolvimento socioeconômico do Pará. Atualmente na fase de viabilidade, o empreendimento é concebido como um complexo industrial autônomo, englobando mina subterrânea, planta de processamento e estrutura própria para a disposição de rejeitos.

Geograficamente, a iniciativa está instalada na Floresta Nacional de Carajás, nas proximidades da antiga mina de Igarapé Bahia e a cerca de 120 quilômetros ao sul do Complexo Salobo, contando com acesso por rodovias já existentes. A infraestrutura planejada prevê uma mina subterrânea operada pelo método de lavra sublevel stoping, associada a um concentrador com capacidade de 5,45 milhões de toneladas por ano (Mtpa).
O plano de mina contempla ainda uma linha de transmissão elétrica e a adoção de tecnologia sustentável, onde uma parcela significativa dos rejeitos de flotação retornará ao subsolo como pasta de preenchimento (paste backfill), servindo também para preencher cavas legadas a céu aberto. Apenas a fração excedente exigirá disposição em superfície, com o aproveitamento de uma barragem já existente.
Em termos de indicadores produtivos, o projeto estima uma vida útil de aproximadamente 20 anos. As médias anuais projetadas apontam para a fabricação de 80 mil toneladas (kt) de cobre e 140 mil onças (koz) de ouro em concentrado. A iniciativa está estritamente alinhada à estratégia corporativa da Vale Base Metals de expandir a sua capacidade de produção de cobre no país.

Durante a fase de implantação, o projeto tem potencial para gerar mais de 2 mil vagas de trabalho diretas no município de Parauapebas, impulsionando expressivamente as oportunidades de emprego e a cadeia de serviços locais.
Os próximos passos para a consolidação do empreendimento envolvem a conclusão dos estudos de viabilidade, o avanço nos trâmites de licenciamento ambiental e o posterior início da execução das obras.








