O Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR-PA) emitiu uma nota de repúdio veemente contra o prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano (Avante), após a confusão entre ele o jornalista Wesley Costa.
O incidente ocorreu durante a realização da COP30, em um contexto que, segundo o Sindicato, deveria ser de diálogo e democracia. Na nota, o SINJOR-PA classificou o ato como “inaceitável”, ressaltando que um evento de porte como a COP30 não pode ser palco de violência contra profissionais de imprensa, a liberdade de imprensa e o livre exercício profissional do jornalismo.
O Sindicato enfatizou a importância do respeito e da valorização dos jornalistas para que se possa debater temas como justiça climática e sustentabilidade. O texto critica ainda a persistência de “práticas coronelistas e colonialistas” na região, atribuindo-as a oligarquias e políticos tradicionais, e defendendo que o jornalismo deve ser livre dessas amarra
O SINJOR-PA manifestou solidariedade a Wesley Costa e anunciou que colocará sua assessoria jurídica à disposição do jornalista para as providências cabíveis.
Além disso, a entidade exige a responsabilização do prefeito em três esferas distintas: cobrando a responsabilidade penal de Aurélio Goiano junto à Segurança Pública e à Justiça do Estado, e exigindo a abertura de processos administrativo-disciplinares para apurar a quebra de decoro na Câmara Municipal de Parauapebas.
O Sindicato argumenta que a responsabilização é urgente, citando que os ataques do gestor contra comunicadores são uma “prática corriqueira” que não pode ser normalizada nem naturalizada. Segundo o SINJOR-PA, a aceitação dessas atitudes representa um risco à própria democracia.








