Toni Cunha critica Vale por priorizar times da capital em detrimento do Águia e cobra acesso ao Salobo

Prefeito citou possível investimento em centros de treinamento do Remo e Paysandu, e protestou contra passivo social em Marabá

O prefeito de Marabá, Toni Cunha (PL), subiu o tom contra a mineradora Vale em uma postagem recente nas suas redes sociais. O gestor municipal classificou como “inaceitável” a postura da companhia em relação aos investimentos destinados ao esporte e à infraestrutura local, especificamente no que diz respeito à mina de Salobo — uma das maiores jazidas de cobre do mundo.

A principal queixa de Cunha reside na falta de uma ligação viária direta entre a unidade de mineração e a sede do município. Segundo o prefeito, a Vale não dispõe de uma estrada que conecte o Salobo diretamente ao centro urbano de Marabá, cidade onde a mina está legalmente localizada. Para o gestor, essa lacuna demonstra um descaso com a integração logística e econômica da região produtora

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O estopim para a manifestação pública foi a notícia de possíveis investimentos da mineradora na construção de centros de treinamento para o Clube do Remo e o Paysandu Sport Club, os dois maiores times de Belém

Cunha criticou o fato de a empresa ignorar o Águia de Marabá, o principal clube da cidade que abriga a exploração minera

“Marabá não vai aceitar apenas o passivo social, ambiental e a possível omissão de receitas da mineração por parte da empresa”, afirmou o prefeito.

O prefeito exigiu que o Águia de Marabá seja incluído em qualquer plano de fomento ao esporte por parte da Vale, argumentando que o apoio ao time local é o “mínimo” diante do que a empresa deve ao município em termos de compensação pelos impactos da atividade extrativista.

Veja abaixo a postagem:

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