A Vale Base Metals (VBM), unidade de metais básicos da Vale (VALE3), está próxima de obter a licença de instalação para o projeto de cobre Bacaba, localizado em Canaã dos Carajás, no Pará. O projeto, com investimento previsto de US$ 290 milhões, é considerado crucial para a ampliação da vida útil do Complexo Minerador de Sossego e para o cumprimento das metas de crescimento da empresa na região.
A informação foi dada à Reuters nesta terça-feira (3) pelo presidente-executivo da companhia, Shaun Usmar, e repercutida pelo InfoMoney.
Em junho, a Vale já havia anunciado a obtenção da licença prévia para Bacaba, com a expectativa de início das operações no primeiro semestre de 2028.
Usmar, que estava no Brasil para a inauguração do segundo forno de processamento de níquel no Complexo de Mineração Onça Puma, também no Pará, destacou o avanço do projeto: “O próximo projeto que estamos executando, não é segredo, é Bacaba, e a equipe está pronta, estamos apenas aguardando a licença final, que deveremos obter em breve”, afirmou o CEO.
Importância estratégica para Carajás
O projeto Bacaba é o primeiro de uma série que a Vale Base Metals planeja desenvolver na província mineral de Carajás. Ele é fundamental para o objetivo estratégico da VBM de dobrar sua capacidade produtiva de cobre na próxima década.
Bacaba é esperado para contribuir com uma produção média anual de aproximadamente 50 mil toneladas de cobre ao longo de oito anos de operação, reforçando a importância da região de Carajás para a produção global do metal.
Usmar ressaltou o potencial do Pará para alavancar a produção: “Aumentamos drasticamente nossa atividade de exploração no Pará”, disse.
Redução de custos e futuro IPO
O executivo também comentou a recente redução da estimativa do “custo all-in” do cobre para 2025, que passou de US$ 2,8 mil-US$ 3,3 mil por tonelada para uma faixa entre US$ 1,5 mil e US$ 2 mil por tonelada. Segundo Usmar, a melhoria é resultado de um trabalho focado na redução de despesas gerais e na otimização de cada ativo.
Questionado sobre uma possível oferta primária de ações (IPO) da Vale Base Metals, o CEO reiterou que não é o momento para tal decisão. “Estamos nos concentrando agora em gerar crescimento”, afirmou, focando em destravar o potencial dos ativos e garantir que as operações estejam o mais competitivas possível para uma futura listagem, se o mercado e os stakeholders estiverem favoráveis.
Usmar finalizou afirmando que a companhia tem capital suficiente para seus planos de crescimento orgânico, sem necessidade de fusões, aquisições ou captação de recursos neste estágio.








