A temporada de balanços do terceiro trimestre será de resultados díspares para as empresas exportadoras de commodities, marcada pela valorização do real e por tendências de preços divergentes no mercado, diz o Bank of America (BofA).
Os analistas Caio Ribeiro, Guilherme Rosito e Mariana Leite atualizaram estimativas para as companhias sob sua cobertura, cortando os preços-alvos de empresas como Vale, Gerdau e Suzano, e elevando os de Usiminas e Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).
Eles escrevem que as mineradoras de minério de ferro devem ser o grande destaque positivo do período, com atenção especial para Vale, enquanto as produtoras de celulose devem apresentar os resultados mais fracos da temporada.
A Vale e a CSN Mineração devem registrar um crescimento significativo de Ebitda, impulsionado pela combinação de maiores volumes, custos de produção mais baixos e preços resilientes do minério de ferro.
No segmento de metais básicos, os resultados devem permanecer majoritariamente estáveis. A CBA deve melhorar após um segundo trimestre fraco, mas ainda em um nível moderado.
O setor de papel e celulose deve ser o mais pressionado no trimestre, refletindo a queda nos preços da celulose e a valorização do real. Suzano deve ter queda sequencial nos resultados por conta da sua exposição à celulose.
Já a Klabin pode mostrar resultados devem ser mais resilientes no terceiro trimestre, com o bom desempenho dos segmentos de papel e embalagens compensando a fraqueza da celulose.
Para as siderúrgicas, o cenário é mais desafiador. Os resultados fracos no Brasil devem ser contrabalançados por melhores tendências em outras regiões, especialmente na América do Norte, e pelos negócios de mineração.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deve ser o destaque, com um maior aumento de lucros, impulsionado pela mineração, embora os analistas ainda esperem uma grande queima de caixa no trimestre.
Para Gerdau, a expectativa é de um Ebitda praticamente estável, com os resultados mais fortes da América do Norte, puxados por preços, compensando o desempenho mais fraco no Brasil.
Texto: Felipe Laurence/Valor Econômico











