A pressão global por descarbonização e padrões rigorosos de segurança transformou a região de Carajás, no Pará, em um verdadeiro laboratório de tecnologias sustentáveis. Segundo informações do Jornal Valor Econômico, o setor mineral — que embora represente apenas 0,55% das emissões industriais brasileiras — busca agora liderar a transição energética através de operações de menor impacto ambiental.
Um dos maiores símbolos dessa mudança é a mina S11D (Serra Sul). Conforme detalhado pelo Valor Econômico, a unidade é a única no mundo a operar com o sistema truckless. Ao substituir caminhões fora de estrada por 9,5 km de correias transportadoras, a Vale consegue reduzir em cerca de 40% o consumo de diesel na logística; diminuir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a segurança operacional ao automatizar o transporte do minério até a ferrovia.
A segurança hídrica e a eliminação de riscos são prioridades após os incidentes em Minas Gerais. O Jornal Valor Econômico destaca que, em Carajás, o processamento de minério de alto teor permite o beneficiamento a umidade natural, com economia de água, eficiência energética e segurança.
A transição para uma mineração sustentável também passa pelo reaproveitamento do que antes era descartado. O Jornal Valor Econômico aponta o Projeto Gelado como o principal caso de economia circular da Vale em Carajás. O projeto utiliza dragas elétricas para extrair rejeitos depositados desde 1985, transformando-os em pellet feed (insumo nobre para a siderurgia). A meta da companhia, segundo a reportagem, é que até 2030 cerca de 10% da produção total de minério venha de processos circulares como este.
Especialistas ouvidos pelo Valor Econômico reforçam que a mineração é a base da economia verde. Para produzir veículos elétricos e infraestrutura de energia limpa, o mundo depende de minerais extraídos com responsabilidade.
O ferro encontrado no Pará exige menos energia no processamento siderúrgico, reduzindo as emissões. Além da extração, o foco se estende à recuperação ambiental. A reportagem menciona o Viveiro Florestal de Carajás, capaz de produzir 250 mil mudas de espécies nativas da Amazônia por ano para restaurar áreas mineradas.
Como reportado pelo Jornal Valor Econômico, Carajás não é apenas a maior província mineral do planeta, mas o palco onde a mineração prova sua capacidade de se reinventar. Através da automação, da eliminação do uso de água e da economia circular, a região pavimenta o caminho para um setor mineral que entrega valor econômico com o mínimo de rastro ambiental.











