Whiskey adulterado intoxica engenheiro no Pará; laudo confirma metanol em bebida lacrada

Engenheiro civil com vasta experiência no setor portuário passou mal após consumir bebida em Belém e precisou de atendimento médico

O engenheiro civil Flávio Acatauassu foi vítima de grave intoxicação após consumir um whiskey importado adquirido lacrado em um supermercado no centro de Belém. A adulteração da bebida foi confirmada por um laudo laboratorial, que identificou a presença de metanol, um composto químico altamente tóxico.

Flávio Acatauassu, um profissional com mais de 25 anos de experiência em logística e operações portuárias na Amazônia e atual presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport), passou mal após o consumo e precisou de atendimento hospitalar.

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O laudo realizado pelo laboratório Paulo Azevedo foi fundamental para comprovar o risco, detectando a presença de metanol no whiskey. O metanol, também conhecido como álcool metílico, é extremamente perigoso quando ingerido, podendo causar cegueira permanente, danos neurológicos graves e até a morte.

Apesar de ter sido comprado em sua embalagem original e lacrada, o fato de o produto ter sido adulterado levanta sérias questões sobre a segurança na cadeia de distribuição e o risco potencial a outros consumidores.

Acatauassu, formado em Engenharia Civil pela UFPA e já recuperado, aguarda agora o rastreamento do lote por parte do supermercado varejista onde a compra foi realizada. Este rastreamento é essencial para identificar o ponto exato da cadeia de fornecimento onde a contaminação ocorreu, seja na origem, no transporte ou no armazenamento.

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