O Governo do Amapá anunciou um marco decisivo para a economia do estado: a retomada da produção de minério de ferro em Pedra Branca do Amapari. O diferencial deste novo ciclo é a integração logística completa, envolvendo não apenas a extração mineral, mas a reativação da ferrovia e da estrutura portuária, essenciais para o escoamento da produção.
A atividade estava paralisada desde 2019, devido ao processo de recuperação judicial da antiga operadora. Agora, sob a gestão da DEV Mineração, o Projeto Ferro Amapá no Brasil prevê investimentos robustos para devolver ao estado sua principal força econômica.
A estratégia de retomada está dividida em duas fases principais, com foco na sustentabilidade e eficiência:
Fase 1 (Curto Prazo): Captação de US$ 6 milhões na Bolsa de Londres para reiniciar as operações na Mina Azteca (de menor porte). A capacidade inicial é de 1 milhão de toneladas.
Fase 2 (Longo Prazo): Investimento total previsto de US$ 200 milhões para atingir a produção plena e a reativação completa de todo o complexo minerário e logístico.
A previsão é que tanto a reativação inicial quanto o avanço para a operação total comecem já em 2026.
A integração entre mina, ferrovia e porto é o coração do projeto. O governador Clécio Luís destacou que a reativação desses ativos cria as condições necessárias para que o Amapá volte a ser um player relevante no setor mineral, garantindo que o minério extraído em Pedra Branca chegue de forma competitiva ao mercado internacional através da infraestrutura portuária do estado.
Diferente de modelos anteriores, a atual gestão estadual mediou um acordo para resolver passivos históricos. O município de Pedra Branca já recebeu a primeira parcela de R$ 5 milhões (de um total de R$ 10 milhões) em compensações socioambientais.
“Estamos criando as condições para que o município volte a se desenvolver e volte a ser pujante, vibrante e feliz. Este projeto vai mudar a realidade do estado nos próximos cinco anos”, afirmou o governador Clécio Luís.
O acordo encerra uma pendência que vinha desde a época em que as operações eram ligadas ao grupo de Eike Batista. A mediação feita pelo Governo do Estado desde o final de 2024 permitiu destravar o processo jurídico, garantindo segurança para os novos investidores e benefícios imediatos para a população local, com a geração de novos empregos e o fortalecimento do comércio.










