Com o avanço acelerado da automação e da digitalização no setor mineral, os ataques cibernéticos consolidaram-se como uma das maiores ameaças à indústria. De acordo com informações da CNN Brasil, empresas com operações remotas e sistemas integrados tornaram-se alvos preferenciais para criminosos digitais.
Os riscos variam desde ataques de ransomware — que paralisam sistemas em troca de resgates — até o roubo de credenciais por meio de phishing. Conforme reportado pela CNN Brasil, essas invasões permitem que criminosos transitem pelas redes corporativas, colocando em risco sistemas críticos e a própria continuidade da produção.
Diante desse panorama, a Vale passou a considerar os aportes em segurança digital como um “pré-requisito operacional”. Em entrevista concedida ao programa Mapa da Mina, da CNN Money, o vice-presidente executivo técnico da Vale, Rafael Bittar, reforçou que a cibersegurança é hoje um pilar essencial para a sobrevivência do negócio.
“Sem dúvida a cibersegurança é fundamental. É um pré-requisito. Investimos muito e temos um time muito dedicado nisso”, afirmou Bittar à CNN Brasil.
O executivo detalhou que o tema é discutido nos níveis mais altos da hierarquia da companhia, que conta com uma estrutura exclusiva para gerenciar o setor. Segundo a CNN Brasil, o foco estratégico da mineradora é blindar tanto os dados corporativos quanto os sistemas que controlam as máquinas, evitando interrupções que possam gerar prejuízos financeiros ou riscos diretos às operações.










