Em encontro em Canaã, presidente da AMIG defende maior compensação para diversificação econômica

Prefeito de Itabira e dirigente da entidade participa de encontro inédito na Terra Prometida, e falou com exclusividade ao CKS Online

Durante um encontro realizado pela primeira vez em Canaã dos Carajás, Marco Antônio Lage, prefeito de Itabira e presidente da Associação dos Municípios Mineradores (AMIG), defendeu veementemente uma maior compensação aos municípios pelos royalties da mineração, além de políticas eficazes para a verticalização e diversificação econômica dessas localidades. Ele falou com exclusividade ao CKS Online, que faz a cobertura do evento.

Lage destacou a situação de municípios como Parauapebas, reconhecida como uma potência mineral, mas que enfrenta dificuldades na arrecadação do CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais). Ele ressaltou que, embora muito se fale sobre verticalizar a economia, essas políticas frequentemente não saem do papel.

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A AMIG, uma entidade com 35 anos de existência, que segundo ele, se consolida como uma organização nacional, atua em dois braços principais para auxiliar os municípios. O primeiro, disse o prefeito, foca na luta por um CFEM melhor, por uma compensação financeira mais justa e na resolução de questões tributárias e valores devidos pelas mineradoras que não foram pagos ao longo dos anos. A AMIG busca garantir que a mineração contribua mais significativamente para a receita dos municípios.

O segundo braço de atuação da associação, e o principal objetivo de uma arrecadação mais justa, é permitir que os municípios possam investir na construção de novas matrizes econômicas e na diversificação de suas economias. Marco Antônio Lage enfatizou a importância vital dessa diversificação, pois os municípios não podem depender exclusivamente da mineração a longo prazo. Ele alertou que a mineração é um recurso finito e não renovável, e a dependência contínua pode levar a um “caos” e a um “desastre socioeconômico” nos territórios minerários quando os recursos se esgotarem.

A AMIG, segundo seu presidente, trabalha para que os municípios mineradores tenham uma participação mais justa no bolo tributário, garantindo-lhes condições de construir sua independência econômica a longo prazo e fazer justiça aos territórios e comunidades que vivem da mineração.

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