Geopolítica reposiciona a mineração brasileira no cenário global

Setor mineral reforça planejamento, resiliência e parcerias para enfrentar riscos e ampliar oportunidades no mercado internacional.

Talk Show de abertura “Mineração e Geopolítica” – crédito: divulgação

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A Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026), evento reconhecido como um dos mais importantes do setor mineral da América Latina  começou nessa segunda-feira, dia 24 de agosto, com o Talk Show de abertura “Mineração e Geopolítica” que abordou pontos como decisões estratégicas da mineração, investimentos, cadeias de suprimentos, segurança energética, mercados, parcerias, descarbonização e projetos de longo prazo. Participaram do palco a presidente da WIM Brasil e CEO da Geraes Strategy, Patrícia Procópio, a CFO da Alcoa Brasil, Gisele Salvador, a vice-presidente executiva de Sustentabilidade da Vale, Grazielle Parenti, o CFO da Lundin Mining Brasil, Jean Silva Cintra e a presidente de joint ventures da BHP, Mariette Bylsma.

Na abertura, a presidente da WIM Brasil e CEO da Geraes Strategy, Patrícia Procópio, destacou que a geopolítica deixou de ser um fator externo para se tornar um elemento que atravessa decisões estratégicas em diferentes setores. Segundo ela, o conceito de soberania é cada vez mais amplo e passa pelos recursos minerais e por tecnologia, dados, energia, cadeias de suprimentos e segurança.

Diante de um cenário internacional mais volátil e marcado por mudanças constantes, os palestrantes reforçaram a importância de planejamento, governança e gestão de riscos para orientar decisões de longo prazo.

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A CFO da Alcoa Brasil, Gisele Salvador, ressaltou que “os ciclos geopolíticos são inevitáveis” e que as empresas precisam estar preparadas para atravessá-los sem comprometer sua visão estratégica. “Não dá para alterar a estratégia toda vez que o cenário muda, mas é importante uma previsão de futuro”, afirmou.

Na avaliação da vice-presidente executiva de Sustentabilidade da Vale, Grazielle Parenti, o contexto da transição energética abre uma janela de oportunidade para o Brasil, mas o país precisa avançar da promessa à execução: “Potencial sem resultado não resolve”, afirmou Grazielle.

Outro ponto central, discutido no painel, foi a necessidade de fortalecer a resiliência das cadeias de valor e reduzir vulnerabilidades. Grazielle Parenti destacou que “a descarbonização, não tem volta” e que o Brasil pode aproveitar suas vantagens minerais e energéticas. O CFO da Lundin Mining Brasil, Jean Silva Cintra, ressaltou a importância de estabilidade para atrair investimentos e afirmou que é preciso entender os riscos, enquanto defendeu a busca por fornecedores alternativos diante dos impactos geopolíticos sobre custos e logística.

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A presidente de joint-ventures na BHP, Mariette Bylsma, destacou que a geopolítica já faz parte da rotina dos negócios, exigindo resiliência, agilidade e disciplina para enfrentar riscos e aproveitar oportunidades. Mariette também ressaltou a importância de ativos de qualidade, investimentos e parcerias para fortalecer as cadeias de valor. “Isso se torna parte de fazer negócio de forma diária”, defendeu a representante da BHP.

No encerramento, foi apontada uma visão de longo prazo e maior articulação para transformar as vantagens minerais brasileiras em desenvolvimento. Os principais pontos apresentados foram: a implantação de um plano diretor que suplante o governo e a importância em investimentos, estabilidade, inovação e parcerias.

Fonte: Ascom IBRAM

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