A inteligência artificial já transformou a forma como notícias e conteúdos são produzidos, distribuídos e consumidos. Em um cenário de mudanças aceleradas, cerca de 40 jornalistas, comunicadores e influenciadores digitais participaram, no último sábado (6), em Santarém, do Encontro de Comunicadores do Oeste do Pará. Promovido pela Mineração Rio do Norte (MRN) e Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), o evento reuniu profissionais de municípios da região e da capital para discutir os impactos da IA sobre o jornalismo, as redações e a criação de conteúdo digital.
Para a gerente de Comunicação da MRN, Ana Rita Freitas, o Encontro reforça a importância da atualização permanente diante das novas tecnologias. “A Inteligência Artificial já está presente na nossa rotina e transforma a forma como a gente comunica, seja nas grandes redações ou no trabalho de quem cria conteúdo de forma independente aqui na nossa região. Para a MRN, promover esse debate é uma forma de olhar para o nosso próprio território e para as histórias que a gente conta. Mais do que acompanhar uma tendência, a gente quer fortalecer a comunicação e o jornalismo regional como espaços de escuta, troca e construção coletiva, que são fundamentais para o desenvolvimento dos nossos territórios amazônicos”.
Para o presidente executivo do Simineral, Emerson Rocha, a aproximação com os comunicadores fortalece o diálogo e contribui para ampliar o conhecimento da sociedade sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do Estado.“Reunir profissionais da comunicação de diferentes municípios da região é uma oportunidade importante para a troca de experiências e para a valorização do jornalismo regional. O Simineral acredita que uma comunicação qualificada contribui para ampliar o acesso da sociedade a informações relevantes para o desenvolvimento do Pará e para o diálogo sobre a mineração e sua contribuição para o Estado”, destacou Emerson Rocha.
Destaque para a palestra de Ben-Hur Corrêa, coordenador do Núcleo de IA da Rede Globo e pesquisador do Centro de Estratégia e Inovação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele abordou aplicações da IA no jornalismo e o potencial da tecnologia para ampliar a capacidade de análise de dados.

“Uma das vantagens das ferramentas de IA é ampliar a escuta social. Elas ajudam a captar sinais que surgem nas redes com muita rapidez, permitindo identificar tendências e compreender melhor o que está acontecendo ao nosso redor. Para quem atua localmente, essa capacidade de análise é extremamente poderosa”, afirmou.
A programação incluiu oficina prática conduzida pela estrategista de conteúdo Joice Gomes, que apresentou técnicas para elaboração de comandos mais eficientes, os chamados prompts, e demonstrou aplicações da IA na produção textual, planejamento e criação de conteúdo digital. “Mais importante do que o funcionamento da IA, é entender como ela aprende e evolui. E, acima de tudo, precisamos lembrar que a inteligência humana continua sendo responsável pelas decisões e pelo direcionamento dessas ferramentas”, ressaltou.
Transparência e diálogo com o território
Durante o Encontro, foi abordada a nova edição do “Por Dentro da MRN”, publicação que reúne investimentos, geração de empregos, projetos socioambientais e iniciativas desenvolvidas pela empresa no Oeste do Pará. A programação também incluiu o lançamento do Prêmio Simineral de Comunicação 2026 no Oeste do Pará, iniciativa que reconhece e valoriza trabalhos jornalísticos que contribuem para ampliar o conhecimento da sociedade sobre temas relacionados à mineração, a sustentabilidade e à realidade amazônica. As inscrições seguem abertas: https://www.simineral.org.br/premiocomunicacao/2026
Troca de experiências e atualização profissional
O jornalista, produtor de conteúdo e professor da Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) Fábio Barbosa elogiou o Encontro de Comunicadores do Oeste do Pará e destacou que a tecnologia torna ainda mais relevante a apuração e a checagem das informações. “Cada vez mais encontramos conteúdos em que a origem da informação se perde no processo e o jornalista se torna ainda mais necessário. Cabe a nós verificar os fatos, contextualizar os dados e garantir que a sociedade receba informações precisas e responsáveis”, afirmou.
Fonte: Comunicação MRN










