Impactos da mineração na Mina Salobo serão tema de audiência pública na zona rural de Marabá

O encontro, organizado pelo Ministério Público do Pará, busca ouvir comunidades da região do "Contestado" sobre direitos territoriais, infraestrutura e conflitos no campo.

Projeto Salobo / Foto: Leon Ramirez

O cotidiano das comunidades rurais que vivem no entorno de um dos maiores projetos de mineração do país será o centro de um debate decisivo no próximo mês. No dia 13 de março de 2026, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) realizará uma audiência pública na Vila Nova Conquista, zona rural de Marabá, para discutir os impactos da exploração mineral na Mina Salobo.

A iniciativa, coordenada pela 12ª Promotoria de Justiça Agrária de Marabá, faz parte de um procedimento administrativo que acompanha de perto como as políticas públicas estão sendo aplicadas — ou negligenciadas — diante da atividade mineradora na região.

Foco na região do “Contestado”

O objetivo principal da promotora de Justiça Alexssandra Muniz Mardegan, que presidirá os trabalhos, é dar voz a quem sente os efeitos da mineração no dia a dia: agricultores familiares, comunidades tradicionais e moradores da área denominada “Contestado”.

Entre os temas prioritários da pauta, destacam-se:

  • Proteção territorial e ordenamento fundiário: Garantia de posse e segurança jurídica para as famílias.
  • Direitos Humanos e Infraestrutura: Avaliação da qualidade de vida e dos serviços públicos na zona rural.
  • Mitigação socioambiental: Estratégias para reduzir os danos causados pela exploração mineral.
  • Prevenção de conflitos: Fortalecimento de canais de diálogo para evitar confrontos coletivos no campo.

Como participar

O evento é aberto a toda a sociedade civil, entidades de classe e gestores públicos. Para garantir que as demandas locais sejam ouvidas, o MPPA reservou espaço para manifestações orais e escritas.

Serviço:

  • Data: 13 de março de 2026
  • Horário: Das 8h30 às 13h
  • Local: E.M.E.F. Virgem de Nazaré (Vila Nova Conquista, zona rural de Marabá)
  • Inscrições: Devem ser feitas no local, até 30 minutos após o início da audiência. Cada orador terá até cinco minutos para se manifestar.

Após a realização do encontro, uma ata será lavrada e divulgada em até 20 dias, servindo como base para futuras ações judiciais ou recomendações do Ministério Público em favor das comunidades afetadas.

Fonte: Redação CKS Online

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