A busca por terras raras no Brasil vive um verdadeiro “boom”. De acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) divulgados em reportagem da Agência Infra, os pedidos de pesquisa para a mineração desses minerais dispararam nos últimos anos. Para se ter uma ideia da magnitude desse crescimento, entre 2023 e 8 de junho deste ano, foram registrados 3.038 processos — um volume quatro vezes maior que os 745 pedidos protocolados ao longo de quase cinco décadas (entre 1975 e 2022).
Os requerimentos de pesquisa funcionam como o primeiro passo das mineradoras para identificar se as reservas são economicamente viáveis para a extração. Conforme destaca a Agência Infra, esses 17 elementos químicos estão hoje no centro de uma acirrada disputa geopolítica entre as duas maiores potências econômicas do mundo: Estados Unidos e China.
A curva de crescimento começou a se acentuar fortemente em 2023, ano em que foram contabilizados 901 requerimentos. Segundo o levantamento trazido pela Agência Infra, o pico histórico aconteceu logo em seguida, com 1.081 processos em 2024. No ano passado, o ritmo continuou expressivo, com a agência registrando 655 requerimentos. Já neste ano, o fôlego do setor se manteve aquecido, com 401 novos processos dando entrada na reguladora até o dia 8 de junho.
Essa corrida global pelos projetos de terras raras se intensificou para dar resposta direta à crescente demanda por tecnologias limpas — como carros elétricos, turbinas eólicas e painéis solares — impulsionada pela transição energética nas próximas décadas. Diante desse cenário, a Agência Infra aponta que o Brasil entrou definitivamente no radar dos investidores estrangeiros, já que o país detém, atualmente, a segunda maior reserva mundial desses minerais estratégicos.










