Impulsionada por Carajás, Vale abre 2026 com recordes de venda de minério

O grande destaque do balanço foi a unidade S11D, em Canaã, que atingiu a marca histórica de 19,9 milhões de toneladas produzidas

A Vale iniciou o ano de 2026 com um desempenho operacional robusto, sustentado principalmente pela performance recorde do complexo de Carajás. Conforme informações do site Brasil Mineral, a companhia alcançou o maior volume de vendas de minério de ferro para um primeiro trimestre desde 2018, totalizando 68,7 milhões de toneladas. O protagonismo do Sistema Norte foi decisivo para compensar adversidades climáticas em outras regiões e garantir a estabilidade do fluxo de caixa no período.

O grande destaque do balanço foi a unidade S11D, em Canaã dos Carajás, que atingiu a marca histórica de 19,9 milhões de toneladas produzidas. De acordo com o Brasil Mineral, esse recorde foi impulsionado por melhorias na confiabilidade dos ativos e pela expansão do uso de equipamentos móveis. Embora o Sistema Norte tenha enfrentado uma redução natural na disponibilidade de minério em Serra Norte e Serra Leste, a eficiência de S11D serviu como o principal pilar de sustentação para os números globais da mineradora.

Além do ferro, o segmento de metais básicos também apresentou crescimento significativo, com o cobre e o níquel atingindo seus melhores patamares de produção em anos. O site Brasil Mineral destaca que a mina de Sossego, no Pará, entregou o segundo melhor primeiro trimestre de sua história, quase dobrando sua produção de cobre. No níquel, a operação de Onça Puma consolidou sua relevância com a operação plena de seu segundo forno, alcançando um recorde histórico para o período.

Apesar do otimismo, o relatório aponta desafios operacionais severos causados por fatores externos. O Brasil Mineral reportou que o volume de chuvas no Sistema Sul triplicou em relação ao ano anterior, impactando a produtividade do Complexo Paraopeba. No cenário internacional, tempestades de neve no Canadá e o bloqueio de um duto em Thompson prejudicaram as metas de níquel, enquanto conflitos geopolíticos no Oriente Médio interromperam temporariamente as operações de pelotização em Omã.

Outro ponto relevante levantado pelo Brasil Mineral foi o comportamento dos preços realizados. A Vale se beneficiou de um salto de 47,8% no preço do cobre e de um prêmio de qualidade no minério de ferro que praticamente dobrou na comparação anual. Essa valorização, aliada a um mix de produtos mais flexível e com baixo teor de alumina, ajudou a mitigar os custos logísticos elevados e as paradas não programadas em algumas refinarias e plantas de pelotização.

Mesmo com um calendário de manutenções intenso previsto para o segundo semestre, a Vale optou por manter seu guidance de produção para 2026. Segundo o Brasil Mineral, a estratégia da companhia é utilizar o volume recorde do primeiro trimestre como uma margem de segurança para as paradas programadas em ativos de cobre e níquel. A mineradora projeta encerrar o ano com uma produção de minério de ferro entre 335 e 345 milhões de toneladas, reafirmando a confiança em sua capacidade operacional.

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