O Núcleo Urbano de Carajás viveu um momento histórico neste sábado (30), com a realização de um desfile cívico para celebrar duas importantes datas: o Dia da Independência do Brasil – 7 de Setembro, e o aniversário de 40 anos de Carajás. A solenidade reuniu mais de três mil pessoas, dentre elas, cerca de mil participaram diretamente, desfilando pela Avenida Sororó, de todas as idades, entre estudantes, colaboradores de empresas, autoridades e militares.
O desfile cívico ocorre todos os anos, promovido pelo Colégio Coleguium Carajás, entretanto, este ano a solenidade teve um brilho especial por comemorar também os 40 anos de Carajás, marco da maior província mineral do planeta. O Núcleo Urbano de Carajás é considerado um bairro de Parauapebas e está localizado a cerca de 27 km da região central da cidade, no coração da Floresta Nacional de Carajás (Flonaca).








O ponto alto do desfile foi a apresentação do Pelotão 40 anos de Carajás, formado por pioneiros e moradores que ajudaram a construir a história de Carajás, desde a década de 1980. Os integrantes do pelotão carregaram cartazes com frases as quais resumiam o sentimento de cada um que participou da construção da história e desenvolvimento de Carajás.

Pelotão 40 anos de Carajás
João Melo do Rosário: “emoção e gratidão”
Entre os personagens no pelotão esteva João Melo do Rosário, de 68 anos, ex-funcionário da Vale. Ele chegou a Carajás em 1984 e dedicou 32 anos à mineradora. Aposentado há 8 anos, atualmente ele reside em Parauapebas.

João Melo do Rosário
Emocionado, Melo, como é conhecido, relatou ao CKS online a lembrança da sua trajetória e a ligação com o lugar onde viu nascer seus filhos. “Estar aqui ainda, depois de todos esses anos, e poder desfilar em homenagem à Pátria, em solo onde criei meus filhos, onde construí minha vida, e ajudei a construir história, é mais quedo que um privilégio. É uma honra. Por aqueles que estão nos vendo lá do céu, minha homenagem também é pra vocês. Aqui seguimos firmes, porque: Vim te ver e fiquei por aqui, toda essa história tem um pedaço de mim”, declarou finalizando com o que estava escrito no cartaz que carregou durante desfile.
Michel de Souza Alves: “raízes que permanecem”
Outro nome que marcou presença foi Michel de Souza Alves, engenheiro sênior da Vale. Ele chegou a Carajás em 1985, ainda bebê, e construiu toda a sua vida em Carajás.

Michel de Souza Alves
“Cheguei aqui com apenas sete meses de vida. Aqui cresci, estudei, me formei e trabalho até hoje. É muito emocionante estar neste desfile, representando meus amigos e revivendo tudo o que Carajás significa para mim”, afirmou Michel comovido.
Érika Sarles: “uma vida profissional em Carajás”
A trajetória de Érika Sarges traduz o espírito de continuidade e oportunidade que marca a história de Carajás. Ela iniciou sua carreira na Vale como estagiária e trabalha na mineradora há mais de duas décadas.
“Cheguei em 2001 como estagiária, cheia de expectativas e vontade de aprender. Aqui me desenvolvi, estudei, fiz graduação e conquistei uma carreira profissional linda, cheia de esforços, de desafios e muita prosperidade. Hoje sigo trabalhando na Vale, em Carajás, como analista operacional. Essa trajetória representa não apenas meu crescimento profissional, mas também a importância de acreditar nas oportunidades que surgem no início da carreira”, ressaltou.

Érika Sarges
Além do lado profissional, Érika reconhece a importância de Carajás em todos os âmbitos de sua vida, pois foi onde formou sua família e participa da comunidade como catequista também. “São mais de 20 anos de lutas, de esforços e de conquistas. Uma história que é recheada de coisas boas, minha família sempre me dando toda a força necessária, então isso aqui pra mim é um reconhecimento, é uma forma de selar todo o tempo que eu tenho aqui em Carajás”, afirmou.
Para Érika, participar do desfile foi mais do que um ato cívico: foi reafirmar seu vínculo afetivo e profissional com a região que a acolheu. “Realmente Carajás é o passado, é o presente e o meu futuro”, concluiu.
Líbia Alexandre Lemos: “história revisitada”
Já Líbia Alexandre Lemos chegou a Carajás em 1986, aos 11 anos, acompanhada dos pais e irmãos. Hoje, formada em Administração e Educação Física, atua como professora no colégio que organizou o desfile.

Líbia Alexandre Lemos
“Participar desse pelotão especial é uma emoção indescritível. É como se toda a minha história estivesse sendo revisitada. Estar desfilando neste momento tão simbólico é uma honra e um marco na minha vida. Agradeço imensamente ao colégio pela iniciativa, que celebra não só Carajás, mas todos nós que ajudamos a construí-la”, destacou.


A visão da escola: reconhecimento e memória
De acordo com Waléria Veloso Morais, coordenadora pedagógica do Coleguium Carajás, a criação do Pelotão 40 anos nasceu do desejo de valorizar quem realmente escreveu a história nessas quatro décadas.
“Sabemos que muitas dessas pessoas estudaram na escola e permaneceram em Carajás, contribuindo com seu trabalho, dedicação e história para o crescimento deste lugar. A ideia era justamente promover esse encontro de gerações. Foi lindo e emocionante vê-los desfilando, cada rosto carregando memórias, conquistas e o orgulho de pertencer a este lugar”, descreveu.




Celebração coletiva
O desfile contou ainda com a participação de 90 militares do Exército Brasileiro (Batalhão de Selva de Marabá), do Corpo de Bombeiros Militar e Civil, da Polícia Militar e Civil do Pará, de escoteiros e colaboradores das empresas locais.







Mais do que uma solenidade, a celebração foi um reencontro coletivo com as raízes e um olhar de esperança para o futuro. Carajás não celebrou apenas quatro décadas de existência, mas também as histórias de milhares de pessoas que ajudaram a transformar a região em um dos maiores símbolos de desenvolvimento do Brasil.
Redação CKS online








