Uma força-tarefa composta pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Polícia Militar e Guarda Florestal desarticulou, na última sexta-feira (20), uma frente de mineração clandestina na zona rural de Parauapebas, sudeste do Pará. Conforme informações apuradas pelo G1, a ofensiva ocorreu estrategicamente em uma área de conservação em Parauapebas, especificamente dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado.
A extração ilegal de ouro na região tem causado impactos severos ao ecossistema local. Segundo o G1, imagens aéreas capturadas durante a operação mostram a degradação ambiental acentuada por crateras e o turvamento das águas do Rio Azul, um importante afluente da bacia do Rio Itacaiúnas.
Durante a incursão na unidade de conservação federal, duas pessoas foram presas em flagrante. Além disso, um adolescente que estava no local foi apreendido e encaminhado ao Conselho Tutelar, de acordo com dados fornecidos pelo G1.
A estrutura montada pelos garimpeiros contava com acampamentos e mantimentos; motores estacionários e bombas de sucção; além de geradores e grande estoque de óleo diesel.
O balanço da operação, divulgado pelo G1, estima que o prejuízo causado aos infratores gire em torno de R$ 250 mil. Para evitar que a atividade fosse retomada prontamente, veículos foram apreendidos e equipamentos pesados acabaram destruídos pelas equipes de fiscalização ainda no local.
O ICMBio destacou que o garimpo dentro desta área de conservação em Parauapebas gera danos graves, como o assoreamento de rios e a abertura de clareiras na floresta nativa. Ao G1, o órgão garantiu que as ações de fiscalização serão intensificadas e que o setor de inteligência trabalha agora para identificar os financiadores por trás da logística de extração clandestina na APA do Igarapé Gelado.











