Personagens do Canaã Gastronomia: Conheça a história do Rei da Pipoca

João Rodrigues chegou a Canaã em 2011, e desde o 1º dia, sustenta a família com a venda de pipocas. Acompanhe a reportagem especial do CKS Online

A edição 2025 do Canaã Gastronomia, encerrada neste domingo (4) reuniu sabores, histórias e tradições que fazem da cidade um verdadeiro celeiro de cultura popular e empreendedorismo. E no coração dessa celebração esteve ele: João Rodrigues de Camargo, 58 anos, mais conhecido como João, o Rei da Pipoca.

Sr. João chegou a Canaã dos Carajás em 2011 e, desde o primeiro dia, assumiu com orgulho seu posto atrás do carrinho de pipoca. “No dia que cheguei, já fui vender pipoca. É disso que eu vivo”, conta, com o olhar sereno de quem enfrentou a vida com coragem e humildade.

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Casado, pai de dois filhos e avô de quatro netos, ele sustenta toda a família com o rendimento diário das vendas. Só na feira gastronômica, ele relatou vender em média 80 sacos de pipoca por dia, a entre R$ 5 a R$ 10 cada. O trabalho é árduo, mas recompensador. “Vai mexendo aí, vai dando, vai sustentando. É do carrinho que vem tudo. Vai vivendo”, afirma, sorrindo.

Sr. João participa do Canaã Gastronomia desde sua primeira edição. Para ele, o evento representa muito mais do que uma oportunidade de venda: é símbolo de respeito ao pequeno trabalhador. “É um momento bom. Organização bonita, tudo atualizado, tem inspeção, tem cuidado com a higiene. Aqui a gente é bem tratado.”

A rotina começa cedo: chega às 17h e só vai embora por volta de meia-noite. “A gente nem vê a noite passar. É uma alegria estar aqui.” Sobre o tratamento dos organizadores, João destaca a atenção que recebem: “Eles fazem inspeção todo dia, tiram foto do carrinho, fazem chamada, veem se está limpo. A gente é orientado a não vender fora da tabela. É tudo certinho.”

Ao longo desses oito anos de evento, João criou laços com o público e se tornou uma figura conhecida e querida. “Os jovens me conhecem como pipoqueiro, mas o pai deles me chama de Rei da Pipoca. E assim ficou”, conta, orgulhoso.

Sobre o futuro, ele diz que deixa nas mãos de Deus, mas a vontade de continuar é grande: “Só Deus sabe até quando eu vou estar aqui, mas enquanto tiver saúde, vou vir. A expectativa pro ano que vem é estar de novo aqui, se Deus quiser.”

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