Uma reportagem da Revista AzMina – focada na cobertura de temas diversos com recorte de gênero – revelou um cenário alarmante no Hospital Materno Infantil (HMI) de Marabá, expondo a precariedade dos serviços de saúde e a alta taxa de mortalidade neonatal na região. A investigação aponta para falhas graves, violações de direitos e a falta de humanização no atendimento.
O cemitério da cidade, com sepulturas sem lápide, serve como um triste reflexo da alta taxa de óbitos de recém-nascidos. Em 2024, a taxa neonatal de Marabá foi 45% maior que a média estadual. Nos últimos dez anos, a cidade registrou 484 mortes neonatais que, segundo a reportagem, poderiam ter sido evitadas.
As denúncias contra o HMI, o único da região, incluem omissão de cuidados, curetagens mal feitas e um atendimento desumanizado. A reportagem da revista destaca ainda que casos de violência obstétrica raramente resultam em punição, já que o crime não é reconhecido pela legislação, o que dificulta a responsabilização e a coleta de dados estatísticos.
Em resposta às denúncias, a Prefeitura de Marabá divulgou uma nota. No comunicado, a administração municipal expressou tristeza e solidariedade com as famílias afetadas pelas “experiências traumáticas”. A prefeitura reconhece a gravidade da situação, afirmando que “nenhum óbito materno ou perinatal evitável deve ser encarado como aceitável”. A nota conclui que a gestão busca “mudanças que promovam segurança nos cuidados a essas mulheres, assim como tratamento respeitoso”.








