Santarém é lanterna em saneamento no Brasil, Belém e Ananindeua figuram entre as dez piores

Desde 2009, o Instituto Trata Brasil tem monitorado esses indicadores para jogar luz sobre um problema histórico no país

Três municípios do Pará – Belém, Ananindeua e Santarém – estão entre os dez piores do Brasil em saneamento básico, conforme o Ranking do Saneamento 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a GO Associados. Santarém, que é o maior município paraense fora da região metropolitana, aparece em último lugar no levantamento.

Outras grandes cidades que figuram nos últimos lugares: São Luís (MA), Várzea Grande (MT), São Gonçalo (RJ), Belford Roxo (RJ), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).

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A 17ª edição do ranking do ITB foi elaborada com base nos mais recentes indicadores do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), utilizando dados de 2023. A metodologia, desenvolvida em colaboração com a GO Associados, avalia o “Nível de Atendimento”, a “Melhoria do Atendimento” e o “Nível de Eficiência” de cada município.

Desde 2009, o Instituto Trata Brasil tem monitorado esses indicadores para jogar luz sobre um problema histórico no país. Atualmente, cerca de 16,9% dos brasileiros ainda não têm acesso a água potável, e impressionantes 44,8% não contam com coleta de esgoto. A ausência de saneamento básico tem um impacto direto e severo na saúde pública, na produtividade do trabalho, na valorização imobiliária, no turismo e, fundamentalmente, na qualidade de vida da população, freando o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

Enquanto os municípios paraenses enfrentam desafios, outras cidades se destacam positivamente. Campinas (SP) liderou o ranking nacional, seguida por Limeira (SP) e Niterói (RJ).

O relatório também apontou uma aparente queda nos resultados gerais de saneamento de 2023 em comparação com o ano anterior. No entanto, essa percepção pode ser explicada por uma atualização metodológica após a divulgação do Censo de 2022. O ajuste nos dados populacionais, que revelou um crescimento menor do que o projetado, pode ter levado a uma medição mais precisa da cobertura, o que não necessariamente indica uma piora objetiva dos serviços, mas sim uma representação mais refinada da realidade do país.

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