TSE fará audiência inédita em Belém para ouvir povos indígenas sobre Eleições 2026

Vice-presidente do tribunal realiza encontro histórico no Pará para incluir povos originários na construção das regras eleitorais. Sugestões podem ser enviadas até 10 de fevereiro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará uma audiência pública inédita em Belém para ouvir povos indígenas e grupos minorizados sobre as regras das Eleições Gerais de 2026.

O evento será conduzido pelo vice-presidente da corte, ministro Nunes Marques, no dia 11 de fevereiro, a partir das 13h, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), localizada na rua João Diogo, nº 288, no bairro da Campina.

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Segundo o TSE, a iniciativa busca promover a inclusão dos povos originários no processo eleitoral brasileiro, permitindo que comunidades historicamente excluídas dos espaços de decisão possam contribuir diretamente na elaboração das normas que regerão o pleito.

“Esta audiência pública expressa o enfrentamento das desigualdades estruturais que historicamente limitaram a participação política de grupos minorizados”, afirmou o ministro Nunes Marques.

Segundo ele, “trata-se de levar a institucionalidade democrática até essas realidades específicas, compreendendo e valorizando suas vivências, identidades e particularidades culturais”.

Como participar
As contribuições podem abranger minutas relacionadas a oito temas centrais do processo eleitoral:

  • Atos gerais do processo eleitoral
  • Registro de candidatura
  • Prestação de contas
  • Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC)
  • Propaganda eleitoral
  • Ilícitos eleitorais
  • Transporte especial para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida
  • Consolidação das normas relacionadas ao cidadão nas eleições

Sugestões escritas podem ser enviadas até as 23h59 do dia 10 de fevereiro para o e-mail [email protected].

Entidades e pessoas previamente convidadas para manifestação oral terão entre três e cinco minutos para apresentar as contribuições durante a audiência.

Próximos passos
Após a conclusão das audiências públicas, todas as contribuições serão registradas e analisadas tecnicamente pela equipe do TSE. As minutas das resoluções poderão ser ajustadas com base nas sugestões recebidas.

Os textos finais serão debatidos e votados no Plenário do TSE em sessão administrativa. As resoluções devem ser aprovadas até o dia 5 de março de 2026 e passarão a valer para todo o processo eleitoral.

O TSE informou que a audiência em Belém integra o ciclo de debates promovido pelo TSE para a construção colaborativa das normas eleitorais.

Fonte: G1 Pará

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